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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fazer política e persuadir, neste contexto, passa a ser muito mais um caso de marketing....



Fernando Braga de Matos
Democracia mediática e Sócrates
Por muito que custe, e custa a muita gente, na qual eu me incluo, no exercício democrático de escolha dos representantes do povo, o processo de formação de vontade faz-se cada vez mais por meios pouco dignificantes, se pensarmos em critério de rigor e integridade intelectuais. A opinião estabelece-se através de mensagens indirectas reflectidas pela comunicação social - que bem justifica o apodo de 4º poder (...)
Mas tratando-se de um simples meio de transmissão, nesta perspectiva até um tanto passivo (e desejavelmente assim no domínio da factualidade), abre-se para o emissor a capacidade de manipulação no sentido desejado, não necessariamente o da benigna intenção de convencer com o argumento sério numa discussão leal. Esta possibilidade atinge cada vez mais o nível do abuso, ao ponto de a informação estar antes substituída por uma passagem de impressões destinadas a condicionar a opinião pública, isto é, no final, o eleitorado. (...)
Fazer política e persuadir, neste contexto, passa a ser muito mais um caso de marketing que uma questão de mobilizar inteligências. (...)
Em democracia de 4º poder pós-moderna, a mediática, os mecanismos são os mesmos mas mais subtis, a mensagem oficial ou oficiosa não é passada brutalmente, antes por via de centrais ditas de informação, gabinetes de imagem e dissertação demagógica e populista, em que se mente ou engana através de discurso sedutor ou com aparência de verdade. (...)
E aqui, no domínio da política, as pessoas ficam mesmo indefesas porque não há crime de publicidade enganosa nem organizações independentes de consumidores que desmistifiquem. Ora, no Portugal a caminho de eleições, a charanga instalada choca e ofende a inteligência e o senso comum, e cria divisionismo adjectivo, incompatível com o cerrar fileiras que a resistência às crises (a permanente e a conjuntural) impõe. (...)
Infelizmente, os verdadeiros ricos em Portugal não pagam impostos, o encargo é para quem declara rendimentos do trabalho, como os que vão ser atingidos pela medida.Sócrates "mente" com muita sinceridade, mas podia ter um pouco mais de consideração intelectual pelos portugueses.
Artigo e foto aqui.
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