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sábado, 7 de maio de 2011

Índia: Poder das mídias sociais contra a corrupção

Corrupção é um assunto popular na Índia e muitas pessoas adoram conversar sobre o episódio mais recente envolvendo oficiais do governo. Entretanto, existem também aqueles poucos que fazem algo significativo para provocar uma mudança.
No dia 5 de abril de 2011, o ativista social Anna Hazare [En para todos os links] deu início a uma greve de fome como parte da campanha que exigia uma lei anti-corrupção efetiva e recebeu o apoio de centenas de milhares de indianos. Seu website Índia Contra a Corrupção exibia uma lista de apoio com os nomes de mais de um milhão de pessoas e o número continuava aumentando.
Mukul Sharma, em Kafila, considera Anna Hazare um dos líderes guerreiros pelo meio ambiente na Índia e oferece uma retrospectiva da vida e das campanhas do ativista (assim como campanhas pelo direito à informação).
Ver

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Censura a jornal brasileiro é destaque no The New York Times

Jornal americano menciona o caso como ameaças à liberdade de imprensa na AL
O jornal americano The New York Times destacou nesta segunda-feira a censura imposta ao jornal Estado de S. Paulo sobre as denúncias de corrupção envolvendo o presidente do Senado, José Sarney, e sua família. Desde o dia 31 de julho, o jornal e o site estadao.com.br estão impedidos de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, envolvendo o filho do senador José Sarney. "Para a família de José Sarney, presidente do Senado brasileiro, a enxurrada diária de reportagens sobre nepotismo e corrupção envolvendo seu nome não dava para aguentar", cita o jornalista do diário americano, descrevendo a tentativa de Fernando Sarney para bloquear as reportagens. O Estado de S. Paulo está recorrendo da decisão judicial de censurar a reportagem, que considera inconstitucional.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fazer política e persuadir, neste contexto, passa a ser muito mais um caso de marketing....



Fernando Braga de Matos
Democracia mediática e Sócrates
Por muito que custe, e custa a muita gente, na qual eu me incluo, no exercício democrático de escolha dos representantes do povo, o processo de formação de vontade faz-se cada vez mais por meios pouco dignificantes, se pensarmos em critério de rigor e integridade intelectuais. A opinião estabelece-se através de mensagens indirectas reflectidas pela comunicação social - que bem justifica o apodo de 4º poder (...)
Mas tratando-se de um simples meio de transmissão, nesta perspectiva até um tanto passivo (e desejavelmente assim no domínio da factualidade), abre-se para o emissor a capacidade de manipulação no sentido desejado, não necessariamente o da benigna intenção de convencer com o argumento sério numa discussão leal. Esta possibilidade atinge cada vez mais o nível do abuso, ao ponto de a informação estar antes substituída por uma passagem de impressões destinadas a condicionar a opinião pública, isto é, no final, o eleitorado. (...)
Fazer política e persuadir, neste contexto, passa a ser muito mais um caso de marketing que uma questão de mobilizar inteligências. (...)
Em democracia de 4º poder pós-moderna, a mediática, os mecanismos são os mesmos mas mais subtis, a mensagem oficial ou oficiosa não é passada brutalmente, antes por via de centrais ditas de informação, gabinetes de imagem e dissertação demagógica e populista, em que se mente ou engana através de discurso sedutor ou com aparência de verdade. (...)
E aqui, no domínio da política, as pessoas ficam mesmo indefesas porque não há crime de publicidade enganosa nem organizações independentes de consumidores que desmistifiquem. Ora, no Portugal a caminho de eleições, a charanga instalada choca e ofende a inteligência e o senso comum, e cria divisionismo adjectivo, incompatível com o cerrar fileiras que a resistência às crises (a permanente e a conjuntural) impõe. (...)
Infelizmente, os verdadeiros ricos em Portugal não pagam impostos, o encargo é para quem declara rendimentos do trabalho, como os que vão ser atingidos pela medida.Sócrates "mente" com muita sinceridade, mas podia ter um pouco mais de consideração intelectual pelos portugueses.
Artigo e foto aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A propósito dos escândalos - a imprensa e a corrupção

Quanto mais aberta e transparente for uma sociedade, mais informação chega ao domínio público. Uma avalanche de informação impossibilita que qualquer cidadão, por mais diligente, acompanhe todos os acontecimentos.

O parlamento, os encontros com as autoridades públicas locais, as salas de tribunais e as empresas públicas podem estar abertas ao público.
Porém ninguém pode achar-se capaz de estar atento a todos eles. O máximo que alguém pode esperar é que haja uma comunicação social profissional e diligente devotada no esforço quotidiano de examinar minuciosamente toda esta quantidade de informação (com sensatez e atenta ao interesse público), pautando a sua actuação pelo interesse do cidadão consciente – e comunicando tal informação de um modo honesto, responsável, conciso e acessível.

É evidente que ao nível da imprensa, ocorrerão inevitavelmente conflitos de interesses entre a sua função constitucional de informar a população e o seu desejo de atingir um maior número de leitores, fazer mais publicidade e obter maiores lucros.

Uma imprensa livre é, juntamente com uma magistratura independente, um dos poderes sem qualquer compromisso com os políticos e capaz de funcionar como contra-poder prevenindo a corrupção na vida pública.
A imprensa é nomeada na medida em que é suportada por um público que, pagando para isso, avalia os seus resultados. A imprensa pode e deve estar livre do patrocínio do sistema político - o que, mesmo nos sistemas mais democráticos, nem sempre acontece.
O nível de independência da imprensa determina o nível da sua efectiva capacidade de funcionar como vigilante da conduta dos detentores de cargos públicos. Do mesmo modo que o parlamento deve estar permanentemente atento à acção do executivo, a imprensa, na função de prevenir a corrupção, deve estar atenta a ambos e ainda a outros actores que, pela sua posição, podem vir a colidir com o interesse público.
Como salientou Henry Grunwald, anterior editor chefe da Time Inc., “até um governo democraticamente eleito pode corromper-se facilmente quando o seu poder não é controlado por uma imprensa independente.”
A imprensa tem um importante papel a desempenhar – e também muita vulnerabilidade – quando se trata de contrariar a corrupção.
Os políticos e os funcionários públicos podem ser as pessoas imediatamente mais tentadas a abusar do seu estatuto para colher dividendos pessoais quando se convencem que não correm qualquer risco de, por meio da imprensa, ser publicamente expostos e humilhados. Os políticos, procurando garantir esse conforto, têm tentado silenciar os meios de comunicação social. Hoje ainda há muitos países onde a censura à imprensa, as leis restritivas e a prisão de jornalistas são correntes. Hoje, mais do que nunca, ser jornalista é perigoso, já que o mesmo está frequentemente exposto ao espancamento e ao rapto.
O instinto de “matar o mensageiro de más notícias” (expressão nem sempre metafórica) é cada vez mais forte. Com frequência os detentores do poder tentam restringir a função de vigilância da imprensa e, nalguns casos, fazem-no numa clara demonstração de poder e sem receio de exposição pública.
Até em sociedades que fazem alarde da sua abertura, há autoridades que, alegando a possibilidade de a imprensa se tornar irresponsável, apoiam legislação sobre segredos de estado que em grande parte restringem o direito de estar informado e o direito de publicar, e mantém leis punitivas da difamação que podem ser utilizadas para intimidar quer os indivíduos quer os jornais com interesse em publicar.
foto e texto: Artur Victoria (artigos - mais artigos)
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