“Tal país, tal WikiLeaks!”, é o título da Revista 22, numa altura em que as revelações sobre as relações obscuras entre americanos e romenos chegam a Bucareste. Entre “o folhetim Mircea Geoana”, o líder do Partido Social Democrata (PSD) e atual presidente do senado, que pretende ser “o melhor político” do país e que “usa o avião de um magnata romeno para ir a Moscovo”, e os dossiês que provam a corrupção do senador Adrian Nastase (PSD), este verdadeiro “Cablegate do Dâmboviţa” (rio que atravessa Bucareste) oferece “um retrato brutal e deixa um gosto amargo”, afirma o semanário romeno. “Que fauna, que estupidez, que corrupção! A verdadeira Roménia é um Estado partilhado entre as oligarquias que controlam a finança e a comunicação social, e os políticos, para quem o interesse nacional serve apenas como moeda de troca!” Aqui
Peru continua hoje sob impacto da divulgação de mensagens diplomáticas confidenciais dos Estados Unidos pelo portal de Internet Wikileaks que falam de corrupção militar pelo narcotráfico.
Nicarágua: Embaixadores de EUA trabalham com fontes inadequadas
A repercussão oscila entre a indignação dos afetados e as tentativas governamentais de sufocar o incêndio midiático tratando de minimizar os comprometedores relatórios, publicados ontem pela imprensa.
O chanceler, José García Belaunde, qualificou de fofoca no que se refere aos cabos e disse que não devem gerar conflitos externos, e o ministro de Defesa, Jaime Thorne, descartou que possam afetar as relações com Estados Unidos.
García Belaunde disse, no entanto, que lhe surpreende que McKinley não tivesse transmitido suas informações ao governo peruano, pois nunca tratou os temas matéria dos cabos com a Chancelaria.
Depois de declinar comentários sobre o caso do chefe do Exército, general Paul da Silva, acusado de vínculos com um traficante de drogas em um das mensagens, disse que estudará as revelações, mas adiantou que o governo não solicitará a Washington nenhuma informação adicional.
Por sua vez, Thorne descartou que tenha evidências que no Exército persista "uma rede de corrupção" criada pelo ex assessor presidencial Vladimiro Montesinos, ainda que anunciou uma investigação, como afirma outro cabo.
Sobre Silva, disse que foi ratificado como chefe do Exército porque os cabos de Wikileaks não provam nada contra ele.
O general, por sua vez, qualificou como uma "infâmia" a acusação transmitida por McKinley que vincula o Exército com o narcotráfico, e pediu que o tema seja investigado pelo Ministério Público.
Um dos cabos sustenta que da Silva se reuniu em 2007 com um empresário pesqueiro posteriormente detido por narcotráfico, e o general alega que tratou com ele somente sobre fornecimentos pesqueiros para o Exército.
Acrescentou que estuda a possibilidade de processar o diplomata norte-americano por tê-lo caluniado, enquanto o chefe do Exército da época, general Edwin Donayre, que participou naquela reunião, qualificou como injúria a citada mensagem.
Enquanto, parlamentares de diversas tendências exigem um esclarecimento e criticar a McKinley por não ter denunciado a suposta corrupção ante as autoridades peruanas.
O ex ministro do Interior Fernando Rospigliosi e o especialista em narcotráfico e segurança Jaime Antenaza, conhecidos por seus vínculos com a Embaixada dos Estados Unidos, coincidiram em avalar as afirmações de McKinley ao afirmar que há militares que cobram subornos aos narcotraficantes.
Os grampos descobertos puseram em evidência também o interesse norte-americano em aumentar sua intervenção em apoio à repressão militar contra remanentes de grupos armados que operam na região central do país.
Fonte - Prensa Latina
Os Estados Unidos observam com atenção a situação nas ex-colônias francesas da África, onde Paris busca cada vez mais evitar o contato direto com os seus antigos territórios, para compartilhar riscos e informações, como demonstram documentos divulgados pelo site Wikileaks.
Suspeitas de corrupção do regime senegalês, avanços da investigação francesa sobre Ruanda, segredos do presidente marfinense em Paris. Washington não apenas se interessa pela África francófona, como também conversa frequentemente com Paris sobre a vida política no continente.
Os documentos diplomáticos americanos divulgados pelo WikiLeaks e publicados pelo jornal Le Monde oferecem retratos ácidos de diferentes líderes. Senegal é descrito como "uma democracia cada vez mais enfraquecida" pela corrupção, na qual o presidente Abdoulaye Wade, de 84 anos, e seu filho Karim buscam "abrir o caminho para uma sucessão presidencial dinástica".
Vários documentos demonstram uma coincidência de pontos de vista entre diplomatas americanos e franceses. Estes últimos também fazem comentários sobre os líderes de suas ex-colônias.
"Wade percebe que nem ele nem Karim podem ganhar em 2012 sem uma fraude massiva, que nem o país, nem a comunidade internacional poderão tolerar", garantiu um diplomata francês, citado em um telegrama da embaixada americana em Paris, em 2010.
Os telegramas revelam a colaboração de ambos os governos, que culminam até mesmo na realização de ações conjuntas.
Segundo um especialista da região, a troca de informações entre Paris e Washington "não é nova", mas agora a França dá "muitas informações" porque não quer atuar sozinha no continente.
Fonte - AFP
Correspondências da diplomacia americana filtradas pelo site WikiLeaks, e divulgadas [ontem] pelo jornal britânico "Guardian", descrevem a Rússia como um Estado corrupto e uma cleptocracia autocrata centrada na figura do primeiro-ministro Vladimir Putin.
Segundo os documentos, funcionários públicos, oligarcas e o crime organizado caminham juntos para criar na Rússia um "virtual Estado mafioso".
Tráfico de armas, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, proteção de gangsteres, maletas cheias de dinheiro e contas secretas no Chipre: os telegramas enviados por diplomatas americanos pintam uma imagem sombria do sistema político na Rússia, onde só os subornos totalizam centenas de bilhões de dólares por ano e onde as atividades do governo são difíceis de se distinguir do crime organizado.
Fonte - Globo