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domingo, 5 de dezembro de 2010

BISPOS LATINO-AMERICANOS: Luta contra a Corrupção

Os presidentes dos Episcopados da Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, pediram às autoridades que fortaleçam as relações entre estes países e combatam o narcotráfico e a corrupção, que são “os piores flagelos que sofrem nossos povos”.
Em um comunicado, os presidentes dos Episcopados do Equador, Dom Antonio Arregui; da Colômbia, Dom Rubén Salazar; do Peru, Dom Miguel Cabrejos; e da Venezuela, Dom Ubaldo Santana, expressaram também sua preocupação pela extensão da violência e o desprezo pela vida humana.
Os bispos convidaram os católicos a colaborar na consecução da justiça, da liberdade, da fraternidade e da paz entre os povos. O texto também exortou as autoridades a seguirem avançando na integração regional através do diálogo, da diplomacia e da mútua cooperação, “superando os pragmatismos e os conflitos ideológicos”.
Por sua vez, afirmaram: “renovamos nosso compromisso com a marcha atual e futura de nossas nações na perspectiva de um desenvolvimento integral e de um genuíno humanismo cristão”.
Depois de recordar as raízes cristãs de seus países, os bispos afirmaram que a Missão Continental “abre um novo horizonte evangelizador para a Igreja” na América Latina.
O comunicado informou ainda que no encontro foram delineadas “algumas orientações comuns para a atenção pastoral” junto aos migrantes e refugiados, especialmente nas zonas fronteiriças”.
“Aproveitamos esta ocasião para fazer chegar uma mensagem de solidariedade àqueles que em amplas regiões de nosso continente, foram afetados pelas persistentes chuvas das últimas semanas”.
“A Igreja, através de suas instituições caritativas, quer tornar efetiva sua presença e ajuda a todas as vítimas desta emergência. Elevamos nossa oração pelos que perderam a vida e manifestamos nossa proximidade, com uma palavra de consolo e de esperança, aos seus familiares e entes queridos”, destacam ainda os bispos.
Fonte - Rádio Vaticano

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Governo paraguaio completa um ano e busca combater corrupção para atrair investimentos

O governo do presidente Fernando Lugo completa um ano no poder, quebrando seis décadas marcadas por ditadura militar e continuísmo político. Entre os trunfos do novo governo está o acordo firmado recentemente com o Brasil, favorecendo os paraguaios na venda da energia gerada por Itaipu. No ano passado, apesar da crise mundial, o comércio entre os dois países cresceu 51% e o objetivo para os próximos anos é aumentar ainda mais a integração econômica.
Para isso, além de facilitar a legislação comercial, o governo do Paraguai decidiu reforçar o combate à corrupção para construir um ambiente de negócios mais confiável para investidores estrangeiros. A análise é do vice-ministro de Comércio do Paraguai, Agustín Perdomo, que participou de seminário sobre economia bilateral, na Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro.
"Essencialmente, mudou nossa vontade de fazer as coisas. Não queremos ser o último vagão do trem, mas sim participar da economia da América do Sul como parceiros sérios nos investimentos. Não podemos mais continuar com a visão [depreciativa] que os outros tinham de nós", afirmou Perdomo.
Para ele, os acordos firmados pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lugo, em 25 de julho deste ano, destravam a relação política e ajudam a implementar o comércio. "Isso nos dá tranqüilidade. Nós não podíamos ficar em uma permanente queda de braço. Agora temos uma vontade muito grande por parte de ambos de facilitar as coisas", disse o vice-ministro, lembrando que também foram assinados acordos reconhecendo direitos dos brasileiros que vivem e trabalham no Paraguai, chamados de brasiguaios.
Quanto aos esforços de combate à corrupção, Perdomo citou o caso da redução de exigências para exportações e importações, processos que antes passavam por dezenas de repartições públicas, onde era preciso "lubrificar" os documentos. "Hoje, o processo passa apenas por uma instância, no ministério. Também estamos tentando fazer um serviço de registro único para a criação de empresas, que antigamente era dificultado. A idéia fundamental deste governo é combater frontalmente a corrupção, inclusive dentro de nosso próprio partido. Não existe outro mecanismo", afirmou Perdomo.

Argentina perdeu US$ 13 bilhões com corrupção em 30 anos

A Argentina perdeu pelo menos US$ 13 bilhões por causa da corrupção ao longo das últimas três décadas. A denúncia é do Centro de Investigação e Prevenção da Criminalidade Econômica (CIPCE). A organização informa que o dinheiro foi perdido em 750 casos de corrupção e delitos econômicos levados à Justiça entre 1980 e 2007. O CIPCE calcula que o volume total do dinheiro desviado em casos de corrupção é muito maior, pois grande parte das fraudes nunca foram denunciadas na Argentina.

Dos casos de corrupção encaminhados à Justiça desde 1980, apenas 3% acabaram com condenações, segundo o Centro de Investigação. Além disso, os julgamentos desse tipo de delito levam em média 14 anos para chegar a uma sentença.

Um dos poucos casos em que o dinheiro desviado voltaria à sociedade é o de María Julia Alsogaray, encarregada do polêmico processo de privatizações no início do governo do ex-presidente Carlos Menem (1989-99). María Julia, condenada por enriquecimento ilícito na virada do século, foi obrigada pela Justiça Federal na semana passada a entregar um elegante edifício que possui no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, para que seja leiloado. Além deste prédio, a Justiça leiloará outros dois apartamentos da ex-assessora de Menem até arrecadar US$ 1 milhão, para ressarcir os cofres públicos do dinheiro desviado há mais de uma década.

domingo, 2 de agosto de 2009

América Latina: alta tensão

Um clima de deterioração paira sobre a América Latina e a crise mundial não é a única culpada. Há um fluxo desestabilizador a partir de Caracas, em ampliação na medida em que se torna mais difícil a situação econômica da Venezuela, que enfrenta desabastecimento, inflação, corrupção e criminalidade galopantes, turbinadas pelo tráfico internacional de drogas. A saída clássica a que recorreu Hugo Chávez é arranjar confusão no exterior para desviar a atenção.Indiretamente, foi Chávez quem criou a crise em Honduras, na medida em que seu pupilo Manuel Zelaya, eleito democraticamente, virou a mesa e convocou um referendo para se candidatar novamente, ao arrepio da Constituição. Foi apeado por um golpe político-militar. O interesse do venezuelano na volta de Zelaya ao poder não é preservar a democracia, mas salvar um aliado para impulsionar o bolivarianismo na região, onde já atua Ortega, da Nicarágua. Editorial O GloboAs relações entre Chávez e as Farc criaram uma crise perigosa no bloco andino, envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador. Não é pouca coisa quando o Exército colombiano descobre nas mãos das Farc armas antitanque vendidas pela Suécia à Venezuela nos anos 80. Tampouco quando um vídeo gravado por um líder das Farc trata de contribuições à campanha do hoje presidente do Equador, Rafael Correa, que tolera acampamentos guerrilheiros no país. São fatos desestabilizadores da Colômbia, em luta para se recuperar de décadas de guerra civil e narcotráfico.
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