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domingo, 14 de novembro de 2010

Operação Carcará: apenas empresário permanece preso

Apenas um dos 43 presos na Operação Carcará continua detido no complexo da Mata Escura, em Salvador, o empresário Edson dos Santos Cruz, apontado como mentor e líder do esquema de corrupção com prefeituras baianas. Ele cumpre prisão preventiva de 30 dias. Os outros, incluindo sete prefeitos, foram libertados entre a noite de sexta-feira e o fim da tarde deste sábado.
A Operação Carcará foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) entre quarta e quinta-feira, para prender envolvidos no esquema de fraudes em licitações e desvios de verbas públicas, que teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 60 milhões aos cofres públicos, em 21 municípios do interior baiano.
Familiares dos acusados aguardaram durante a manhã na porta do complexo prisional o cumprimento dos mandados de habeas corpus que determinava a liberação dos presos, reclamando muito da ação policial, que dizem ser arbitrária.
Fonte - a Tarde

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Espanha: Processo Gurtel confirma fortes indícios de corrupção envolvendo dirigentes do PP

O processo conhecido como Gurtel - que investiga corrupção em várias regiões espanholas e cujo segredo de justiça foi parcialmente levantado na terça feira - confirma os fortes indícios de envolvimento de vários dirigentes do Partido Popular (PP).
Segundo os documentos, cujo conteúdo domina hoje toda a imprensa espanhola, entre os envolvidos na extensa rede de corrupção - cujo processo tem mais de 50 arguidos - encontram-se o tesoureiro do PP, responsáveis autárquicos e elementos dos governos regionais de Madrid e Valência.
Os documentos alegam que todos eles receberam subornos ou presentes para canalizar contratos púbicos para empresas relacionadas com a rede Gurtel, cujo cabecilha, em prisão preventiva desde o ano passado, é Francisco Correa.
Segundo o processo, vários membros do PP, incluindo o tesoureiro Luis Barcenas, participaram em processos para ocultar fundos em paraísos fiscais, para 'financiar irregularmente' atos do partido e para assegurar uma complexa faturação ilegal em autarquias e governos regionais.
Barcenas é referenciado como tendo recebido 1,3 milhões de euros da rede de corrupção.
Os presidentes da câmara de duas autarquias nos arredores de Madrid são igualmente referenciados.
Vários elementos da equipa de Esperanza Aguirre, presidente do Governo Regional de Madrid, e colegas e até familiares do presidente do Governo Regional de Valência, Francisco Camps, são referenciados no processo.
O próprio Camps é referenciado nos documentos como tendo recebido vários presentes da rede.
Apesar da documentação agora conhecida, da parte do PP vários responsáveis reiteraram confiança em Barcenas, afirmando que não será afastado do partido, do qual nos últimos meses já saíram outros responsáveis autárquicos e regionais.
Artigo

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Corrupção leva à demissão de vários presidentes de Câmara (em Espanha... é claro!!!)

...e até há 3 arguidos em prisão preventiva!

A notícia aqui.

«O juiz Baltasar Garzón remeteu hoje ao Tribunal Superior de Madrid indícios do alegado envolvimento do senador do PP Luis Bárcenas e do eurodeputado do mesmo partido Gerardo Galeote numa rede de corrupção vinculada à segunda força política.
A rede de corrupção, investigada no âmbito da operação Gurtel, e que já tem dezenas de arguidos -- três dos quais em prisão preventiva - envolve vários responsáveis do PP em Madrid, Valência e Málaga.
São acusados de vários crimes, incluindo favorecimento, branqueamento de capitais e burla.
O processo levou já à demissão de vários presidentes da câmara do PP, envolvendo agora um senador, um eurodeputado, o presidente do Governo regional de Valência e vários responsáveis do PP a nível regional em Madrid.
No auto hoje remetido ao tribunal, o juiz acorda remeter todo o processo ao tribunal regional, como este havia solicitado quando anunciou que assumia a investigação do caso depois de indícios de alegado envolvimento de três deputados, também do PP, na Assembleia de Madrid: Alberto López Viejo, Benjamín Martín Vasco e Alfonso Bosch Tejedor.
No caso de Bárcenas, Garzón estima que o senador terá recebido mais de 1,353 milhões de euros através da suposta rede de corrupção liderada por Francisco Correa, um dos presos preventivos.
O eurodeputado Galeote terá recebido "directa ou indirectamente" mais de 652 mil euros.
Segundo Garzón, a actividade de Bárcenas e Galeote ter-se-ia desenvolvido "no âmbito da organização liderada por Francisco Correa em que estes estariam integrados".
Os dois políticos "prestariam os serviços solicitados por este (Correa), em função da sua posição qualificada ou estratégica no partido político a que pertencem".
Caberia aos dois suspeitos "facilitar as actividades de delito através de contratação de eventos e distribuição de fundos procedentes dos mesmos em benefícios próprios".
Os dados constam do processo com base em relatórios da Unidade de Deliquência Económica e Fiscal, levando o juiz a questionar por duas vezes a Procuradoria Anti-Corrupção sobre se deveria ou não inibir no processo a favor do Tribunal Supremo, dado o alegado envolvimento contra este tipo de suspeitos (um deputado nacional e um eurodeputado).
A tese de Garzón tem sido sempre a de que a causa é da competência do Supremo por envolver Bárcenas e Galeote, que se juntam assim a outros 55 arguidos do processo, cujos dados foram agora remetidos ao Tribunal Superior de Justiça de Madrid.
Reagindo às notícias do auto, o Partido Popular (PP) emitiu um comunicado em que denuncia o juiz Baltasar Garzón por tentar incriminar Luis Bárcenas (que é também tesoureiro do partido) e Gerardo Galeote, apesar de saber que essa inclusão vai contra os relatórios da procuradoria.
Expressando "absoluta recusa" pelo auto, acusam Garzón de aproveitar uma resolução judicial -- a de remeter o processo ao Tribunal Superior -- para "tentar novamente incriminar o senador do PP e o eurodeputado".
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