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terça-feira, 5 de julho de 2011

Empresa alemã envolvida em caso de corrupção na Grécia

O ex-ministro socialista grego Apostolos Tzohatzopoulos vai ser arguido num processo por corrupção e branqueamento de dinheiro. A empresa alemã suspeita de o ter subornado é a Ferrostaal, participante no consórcio que contratou o fornecimento de submarinos a Portugal.

Ferrostaal mais perto de encerrar processo por corrupção

A Ferrostaal, acusada de corrupção em Portugal e Grécia para obter encomendas de submarinos, chegou a acordo com o Tribunal de Munique.A informação é avançada pelo semanário alemão der Spiegel, na edição desta segunda-feira. Em vez dos 277 milhões de euros pedidos pela Procuradoria de Munique, o tribunal anuiu numa multa de 177 milhões de euros após consultas com a defesa e a acusação. O Spiegel avança ainda que dois ex-gestores de topo da empresa deverão ser sentenciados a dois anos de pena suspensa por corrupção. Os réus são acusados do pagamento de "luvas" de mais de 62 milhões de euros a responsáveis portugueses e gregos entre 2000 e 2007 para a obtenção dos contratos. A Procuradoria confirmou apenas a consulta entre as partes envolvidas no processo, sem adiantar pormenores sobre os conteúdos. A imprensa avança que a empresa tem dois meses para aceitar ou rejeitar o compromisso. AQUI

sábado, 13 de novembro de 2010

Ana Gomes defende interrupção do negócio dos submarinos com a Alemanha

O governo devia interromper o negócio dos submarinos com a Alemanha. A opinião é da socialista Ana Gomes, que concorda com esta tese defendida pelo Bloco de Esquerda. A eurodeputada não tem dúvidas de que se trata de um negócio fraudulento e que a Comissão Europeia deve investigar. Ana Gomes está na Tailândia a participar na 14ª Conferência de Transparência Internacional contra a Corrupção.
Pormenores coma jornalista Rita Roque - audio -
Fonte-RTP

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ferrostaal quer pagar para arquivar casos de corrupção

Em Portugal, a empresa que forneceu os submarinos já disse em tribunal que está disposta a devolver 4,8 milhões de euros da caução.
Na nova gestão da Ferrostaal, as palavras de ordem parecem ser negociar e pagar para arquivar. É assim que Jan Secher, o novo presidente executivo, está a lidar com os processos de suborno e corrupção que herdou e estão a correr contra o gigante que representa os interesses externos da indústria alemã de armamento.
Na última sessão do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, a Ferrostaal, com três gestores seus acusados de burla e falsificação de documentos, deixou aberta a possibilidade de devolver parte - 4,8 milhões de euros - da caução de 121 milhões de euros ao Estado português, relativos às contrapartidas dos submarinos.
O grupo foi dispensado de entregar, em 2003, a caução relativa a uma parte das contrapartidas, por na altura ter apresentado documentos de alegados projectos previamente realizados com empresas portuguesas. A investigação do Ministério Público - desencadeada por uma outra, de maiores dimensões, sobre o próprio negócio de compra dos submarinos e que também envolve a Ferrostaal, e sobre a qual não há notícias há vários meses - concluiu que as ditas contrapartidas não existiram e pede 34 milhões de euros por danos causados ao Estado. O grupo alemão abriu assim a porta à devolução de dinheiro ao Estado, ao fim de vários meses de ataque intenso dos seus advogados contra o Ministério Público e os peritos externos ligados a esta investigação e à da venda dos submarinos.
Dois dias antes, a imprensa alemã revelou que a Ferrostaal estará prestes a fechar a negociação do pagamento de uma multa de 200 milhões de euros, no âmbito de uma investigação do Ministério Público de Munique, por subornos pagos na venda de submarinos à Grécia e navios e equipamentos para centrais eléctricas para a América do Sul e África. A informação foi dada pelo diário alemão Süddeutsche Zeitung, segundo o qual decorrem negociações entre as duas partes para chegar a acordo sobre o montante.
A enfrentar vários casos judiciais por suborno e corrupção, a nível internacional, e sob forte pressão - o grupo chega a ser comparado a um "ministério do comércio externo" -, a Ferrostaal está também a negociar com o seu principal accionista, desagradado com a situação. O IPIC (International Petroleum Investment Company), fundo de investimento do Abu Dabi alimentado com receitas do petróleo, recorreu a um tribunal arbitral há pouco mais de um mês e quer uma compensação, porque desconhecia a dimensão dos escândalos que ia herdar, quando comprou 70 por cento da Ferrostaal no início de 2009, à MAN.
A Ferrostaal, que durante anos negou pagar subornos, tem negociado também com o IPIC e a solução poderá passar por um desconto na compra dos restantes 30 por cento à MAN que o fundo de investimento tem como opção. A MAN, enquanto anterior única proprietária da Ferrostaal, deverá contribuir com a maior parte da compensação. A cedência gratuita destes 30 por cento é uma hipótese também admitida e a MAN espera ter a questão resolvida até ao final do ano.
Com o Ministério Público de Munique, diz a empresa, as negociações têm sido "construtivas" e um acordo estará "ao alcance". Jan Secher já conseguiu que o valor tenha descido dos iniciais 240 milhões de euros para 200 milhões, montante correspondente à multa mais a devolução dos lucros estimados dos contratos ganhos através de suborno. Em Dezembro do ano passado, a Ferrostaal decidiu pagar uma multa de 150 milhões de euros relacionada com outra acusação de suborno e corrupção.
Para a imprensa alemã, Secher quer "romper com o passado e reconquistar a confiança dos clientes".
Fonte - Público


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Estado perde centenas de milhões de euros nos grande negócios devido à corrupção



Em troca da compra dos dois submarinos o consórcio alemão comprometeu-se a dar contrapartidas no valor de mil e 200 milhões de euros. A gigante portuguesa Efacec seria uma das empresas a ser beneficiada com um investimento de 200 milhões de euros. Mas, tal nunca chegou a acontecer. "A Efacec celebrou contratos diversos com os alemães, mas ao longo dos anos os processos foram sendo atrasados, mudou o governo, mudou a direcção da comissão e agora o consórcio confessou que era incapaz de cumprir aquilo que estava prometido", diz Ventura Leite. Portugal sai perdedor no cumprimento de contrapartidas.
O responsável pelo grupo de trabalho das contrapartidas, diz que a empresa teve um prejuízo de 2 milhões de euros. Dinheiro gasto nos projectos e preparativos para receber o investimento estrangeiro. Ventura Leite é deputado do PS e o presidente do grupo de trabalho para as contrapartidas nomeado em 2006 para ver o que estava mal nas compensações dos grandes negócios: descobriu que o problema está logo na forma como começa a transacção. "O fornecedor entrega os equipamentos, é pago e depois ninguém consegue obrigá-lo a pagar as contraspartidas", assegura. Pior foi o que aconteceu na compra das armas Glock com que o estado equipou as forças de segurança. Não houve sequer contrapartidas. Todos os negócios acima dos 10 milhões de euros são obrigatoriamente sujeitos a compensações. As armas custaram 13 milhões, sem compensações, e até já tiveram de voltar para trás por defeito de fabrico."As negociações dão sempre os trunfos aos fornecedores e deixam as nossas empresas mais fracas em relação a quase todos os casos", concluiu Ventura Leite.Cortiça e confecções integram as contrapartidas da compra das fragatas O caso mais caricato passou-se com a compra das novas fragatas da marinha. Os dois navios comprados à Holanda custaram cerca 500 milhões de euros. Em vez de exigir mais contrapartidas na área do desenvolvimento tecnológico o Estado português pediu ajuda para exportar o mobiliário, as confecções e a cortiça de Portugal. Há razões para temer o pior com as contrapartidas que aí vêm, as do TGV ou do aeroporto.» Aqui.
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