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quinta-feira, 5 de maio de 2011

João Cravinho quer despartidarização da Administração Pública para evitar corrupção

O socialista João Cravinho disse hoje que a Administração Pública está «infiltradíssima por lobbies e clientelas responsáveis pela corrupção do Estado», defendendo, por isso, que «é necessário despartidarizá-la».
O ex-ministro socialista falava no Encontro PensaRE Portugal, promovido pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real.
A um mês de eleições legislativas antecipadas, João Cravinho disse ainda que os partidos têm um comportamento que não permite às pessoas terem grande esperança porque as suas intervenções não se dirigem à resolução prática dos problemas nacionais e «toda a gente vê isso».
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Governo expulsou 20% mais servidores por corrupção em 2009

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta quarta-feira, 13, dados do último levantamento que consolida as informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal. Somente no ano de 2009, foram 429 os servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior (2008), que apresentou um total de 347 agentes públicos expulsos do serviço público. O principal tipo de punição aplicada em 2009 também foi a demissão, com 364 casos. Foram aplicadas ainda 24 penas de cassação de aposentadoria e 41 de destituição de cargo em comissão.
O Governo Federal aplicou punições expulsivas a 2.398 agentes públicos por envolvimento em práticas ilícitas, no período entre janeiro de 2003 e dezembro de 2009. Do total de penas expulsivas no período, as demissões somaram exatos 2.069 casos; as destituições de cargos em comissão, 184, e as cassações de aposentadorias, 145.
No acumulado dos últimos seis anos (2003 a 2009), o principal motivo das expulsões foi valer-se do cargo para obtenção de vantagens, respondendo por 1.236 casos, o que representa 32,39% do total. A improbidade administrativa vem a seguir, com 714 casos (18,71%); as situações de recebimento de propina somaram 232 (6,08%) e os de lesão aos cofres públicos, 171, representando 4,48%.

sábado, 9 de janeiro de 2010

China: Mais de 160 000 funcionários punidos por corrupção em 2009

Os casos de corrupção envolvendo subornos superiores a 1 milhão de yuan (100 000 euros) descobertos na China em 2009 aumentaram 19,2 por cento em relação ao ano anterior, revelou hoje a imprensa oficial.
Considerada pela própria liderança chinesa como “uma questão de vida ou de morte” para a credibilidade do Partido Comunista Chinês, a corrupção é, também, a principal fonte de descontentamento popular na China.
Os casos mais graves chegam a ser punidos com a morte, mas a corrupção não parece diminuir.
Segundo o jornal China Daily, o número de funcionários e gestores públicos punidos o ano passado por corrupção atingiu os 106 626, mais 2,5 por cento que em 2008.
Na primeira página de hoje aquele jornal publica o retrato de quatro administradores de grandes empresas estatais condenados ou acusados por corrupção, entre os quais o antigo presidente de uma petrolífera.
O referido administrador, acusado de ter aceite subornos no valor de 200 milhões de yuan (20 milhões de euros), foi condenado à morte, com pena suspensa por dois anos, o que habitualmente é convertido em prisão perpétua.
Um antigo vice-presidente de uma companhia de telecomunicações foi implicado na falsificação de contas no montante de 20 000 milhões de yuan (2000 milhões de euros), realça também o China Daily.,
De acordo com os resultados de uma sondagem divulgados há dois dias, a maioria dos chineses (59,2 por cento) aponta a corrupção como “o fenómeno que mais prejudica a imagem internacional da China”, à frente da produção de artigos de má qualidade e da poluição.

Fisco admite risco de corrupção nos seus serviços

A Direcção-geral dos Impostos (DGCI) admite a existência de riscos de corrupção, fraude tráfico de influências e abuso de poder nos seus serviços.
O Fisco diz mesmo que, por vezes, pode não investigar contribuintes que deveriam ser inspeccionados e que esta prática pode resultar de um acto de corrupção. A possibilidade da existência deste crime é assumida pelo Fisco no seu plano de combate à corrupção, avança o «Diário Económico».
A Direcção-geral dos Impostos é o serviço do Estado que gere mais dinheiro e, para combater estes riscos, sugere uma solução: identificar os contribuintes que sistematicamente ficam próximos dos critérios de selecção, mas que não são escolhidos como alvo de inspecção.
Além da corrupção, o plano de gestão de riscos de corrupção e infracções conexas (PGRCIC,) a que o «Diário Económico» teve acesso, identifica outros riscos: tráfico de influência, peculato, suborno e abuso de poder. São as áreas da cobrança, venda de bens penhorados, realização de actos inspectivos, registo de entrada de documentos e selecção de recursos humanos que exigem maiores cuidados do Fisco e onde deverão ser aplicadas medidas preventivas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Falhas de controlo das entidades públicas abrem porta à corrupção

A Falta de verificação dos trabalhos a mais nas empreitadas. Ausência de verificação dos termos em que os contratos públicos são celebrados. Falta de controlo sobre conflitos de interesses e favoritismos. Ausência de sensibilização dos funcionários públicos para a intolerância face a casos de corrupção. São algumas das falhas detectadas pelo Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) na actuação dos organismos públicos. E representam “riscos elevados de corrupção”.As conclusões surgem no relatório-síntese do questionário sobre avaliação da gestão de riscos de corrupção e infracções conexas, a que responderam cerca de 700 serviços e organismos da administração pública, central, regional e local, incluindo o sector empresarial local. E embora não sejam feitas considerações qualitativas sobre as falhas detectadas, o seu reconhecimento levou o CPC a deliberar no sentido de serem feitos planos de gestão de riscos de corrupção por todas as estruturas públicas que mexam em valores (ver caixa). Neste relatório-síntese fala-se de tendências, umas unânimes, outras relativas, outras evidentes, outras generalizadas. São os únicos adjectivos do documento, que se limita a constatar tendências e padrões. Na área da contratação pública, por exemplo, verifica-se uma “tendência generalizada” dos serviços para não negociarem os termos dos contratos nem sequer serem eles a redigir as respectivas minutas. Muitas vezes essa tarefa é confiada a “gabinetes externos especializados”. A preparação dos projectos e cadernos de encargos é também com frequência feita por “especialistas externos”, sem um padrão uniforme nessa contratação. Como se não bastasse, os serviços “tendem a não verificar” os termos em que o contrato é celebrado, nem a garantir que não são feitas adendas ou alterações a posteriori, nem mesmo, no caso das empreitadas, a verificar se há motivos reais para a existência de trabalhos a mais. No entanto, cumprem-se os formalismos burocráticos, como exigir declarações de inexistência de interesses particulares entre as partes ou não ultrapassar os limites legais para a execução dos contratos. Quando os contratos são de aquisição de bens ou serviços, verifica-se não existirem medidas para prevenir conflitos de interesse, pondo-se em causa a transparência e abrindo a porta a “eventuais situações de corrupção e de favoritismo injustificado”. Para mais, é frequente só se avaliar a qualidade e o preço dos bens e serviços adquiridos depois das compras e contratos feitos. A situação também é opaca em matéria de concessão de benefícios públicos. A chamada “subsidiodependência” parece começar nos próprios serviços, que preferem conceder subsídios a outras formas de apoio, como bonificações, ajudas, incentivos ou donativos, diz o relatório. Mas o mais grave é a falta de fundamentação e de controlo nessa atribuição. Os serviços poucas vezes fixam prazos e formas de verificação e apreciação desses apoios. E não verificam “eventuais relacionamentos” entre a entidade fiscalizadora e o beneficiário que possam pôr em causa a isenção da fiscalização. Aqui.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A corrupção e a Síndrome de Ivan Ilich

Os escândalos que a cada dia são revelados desnudando o Senado como um antro de corrupção, irresponsabilidade, nepotismo e inconsequência trazem à tona a velha questão do pandemônio em que se transformou a administração pública com a instituição da vitaliciedade do emprego público insculpida como princípio constitucional.Veja-se, por exemplo, o depoimento de Alexandre Guimarães, funcionário concursado do Senado que ocupa o cargo de chefia na consultoria legislativa e revela-se envergonhado de trabalhar naquela Casa do Congresso Nacional. Admitido em 2004, ele prestou concurso para três vagas e ficou em 19° lugar. Mas o número de vagas foi ampliado para 40 de tal forma a ser possível a admissão de apaniguado de figuraça da instituição e, assim sendo, foi beneficiado indiretamente. Na situação em que se encontra, revela que encontrando outro emprego, preferirá deixar o do Senado, mas isso dificilmente ocorrerá, pois seria necessário muita renúncia para trocar a sinecura que tem por qualquer outra atividade em que se sinta moralmente confortado. Aliás, esta é a sina do funcionário público que está condenado a tolerar indefinidamente as frustrações e desencantos do serviço público que poderíamos chamar de síndrome de Ivan Ilich.

domingo, 19 de abril de 2009

Funcionários públicos terão limite de valor para presentes oferecidos por utentes

«Os funcionários públicos vão passar a circular entre serviços para evitar relações de proximidade com o meio envolvente e os presentes que lhes sejam oferecidos por utentes, quer sejam em género ou em dinheiro, vão ter um valor máximo a partir do qual têm que ser recusados, avança o Público
Estas duas regras fazem parte do código deontológico dos serviços do Estado que o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) vai propor que seja adoptado em Portugal, afirmou ao jornal Público o presidente daquele órgão e também presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins.
O Conselho optou por perceber qual a situação real na administração portuguesa. Para isso realizou um mega-inquérito, cujo prazo de resposta termina amanhã, para avaliar «a gestão dos riscos de corrupção e infracções conexas nas áreas da contratação e da concessão de benefícios públicos», explica o jornal.
Este inquérito, a que têm de responder os responsáveis máximos de cada organismo, faz um levantamento de procedimentos, métodos e regras em todas as áreas de actuação dos serviços onde é possível ocorrerem atitudes que resvalem em actos de corrupção ou de favorecimento.
Guilherme d'Oliveira Martins adiantou ao Público que o organismo a que preside tenciona adoptar regras universais para toda a administração, central, regional e local, directa e indirecta, incluindo empresas municipais. »
Notícia aqui.
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