Blogues para seguirem e participarem

Junte - se á causa

Mostrar mensagens com a etiqueta medo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta medo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de abril de 2009

Somos um país onde tudo se faz de uma forma velada, muitas vezes envolvendo terceiras pessoas.

Lê-se num comentário da Jugular (De luis eme a 3 de Abril de 2009 às 10:53) aqui (trata-se de Luis Milheiro que tem um excelente blog aqui):
«Esta história da pressão, faz-me lembrar as da corrupção. Somos um país onde tudo se faz de uma forma velada, muitas vezes envolvendo terceiras pessoas. Quando num jantar em familia, um amigo empresário me explicou as diferenças da forma como funciona a corrupção em Angola e em Portugal, fiquei esclarecido. Em Angola sabe-se a quem é que se tem de pagar e quando, para que as coisas avançem... em Portugal sabe-se apenas que se tem de pagar, nunca se sabe bem a quem, nem a quantia...ou seja fingimo-nos sérios, mas somos tão ou mais corruptos que os angolanos. Com a pressão é a mesma coisa. Fingimos que não pressionamos ninguém, mas passamos a vida a enviar recados para as redacções, para os tribunais, etc. E há mesmo muita forma de pressão. Agora joga-se muito com o posto de trabalho, porque o desemprego alastra...agora fingir que ela não existe ou é uma invenção, é fazer como a avestruz...»

quinta-feira, 12 de março de 2009

Camilo Lourenço: "Somos peões no meio de jogos de milhões", apelando para os os deputados façam algo para defender a profissão de jornalista



"Comecei a sentir que estava sozinho"

"Na altura, por mais coragem e vontade de divulgar, comecei a sentir que estava sozinho", afirmou Camilo Lourenço, para justificar a razão que o levou a sair da "Exame", pouco depois da publicação do trabalho sobre o Banco Português de Negócios (BPN).Camilo Lourenço afirmou ainda que "nos últimos dois ou três anos, sentiu isso [solidão perante a pressão] cada vez mais. Vivemos uma situação difícil neste momento. E o problema não é a RTP". "Somos peões no meio de jogos de milhões", afirmou o jornalista, apelando, na comissão de inquérito à nacionalização do BPN, a que os deputados façam algo para defender a profissão de jornalistas.“Se estivesse na revista, coraria de vergonha" pelo acordo com o BPN"Se estivesse na revista, coraria de vergonha", pelo acordo feito há alguns anos entre a "Exame" e o BPN, para resolver o processo que o banco colocou contra a revista e em que a instituição pedia uma indemnização de vários milhões de euros. "Eu tinha todos os elementos para apoiar o Pedro Fernandes", jornalista que escreveu o trabalho, sublinhou Camilo Lourenço. A reacção do jornalista surgiu na sequência da leitura de parte do acordo, por parte do deputado socialista Ricardo Rodrigues. Segundo esta leitura, o acordo celebrado entre a Exame e o BPN referia que "esclarecimentos entretanto recolhidos" mostram que afirmações feitas nas revistas "não têm fundamento". O acordo, que levou a revista a publicar um desmentido e um pedido de desculpas, reafirmava depois que o artigo "tinha dado uma imagem deturpada sobre o grupo BPN", que, se afirmou no acordo, era "um caso de sucesso".
Notícia aqui (foto do Jornal de Negócios)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Helena Matos: não ver, não intervir, olhar para o outro lado tornaram-se a estratégia de sobrevivência numa escola sem autoridade nem prestígio

"Uma menina de 10 anos teve que receber tratamento depois de ter sido espancada. Agressão foi praticada na própria escola [Escola Básica Integrada do Monte da Caparica, em Almada] e os agressores apontados pela garota são quatro alunos, seus colegas. A GNR investiga o caso.” - Jornal de Notícias, 8 de Fevereiro
“A PSP vai comunicar ao Ministério Público a agressão sofrida, esta terça-feira, por um professor de Inglês da Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Sanches de Braga, que ficou a sangrar abundantemente depois de esmurrado pelo tio de um aluno, disse à Lusa fonte da corporação.” - Portugal Diário, 11 de Fevereiro
Estas são duas notícias recentes de agressões em escolas portuguesas. Em qualquer escola do mundo, pública ou privada, pode acontecer uma agressão. Mas o que está a acontecer em Portugal não é nada disso. À semelhança dos desastres de avião que frequentemente resultam não dum grande problema mas sim dum somatório de falhas que isoladamente não têm grande importância mas em conjunto desencadeiam a catástrofe também uma leitura deste tipo de notícias permite concluir que algo de profundamente anormal está a acontecer nas escolas públicas, em Portugal. Por exemplo, no caso da agressão à menina na Escola Básica Integrada do Monte da Caparica, em Almada, verifica-se que a aluna foi agredida dentro da escola, durante uma hora. Nem funcionários nem professores deram por isso. Uma hora é muito tempo. E cinco crianças, isto a contarmos apenas a a agredida e os agressores, envolvidas numa cena destas fazem uma certa algazarra. Mas admitamos que tal pode acontecer. Em seguida a criança agredida saiu da escola acompanhada por dois colegas o que quer dizer que, pelo menos, entre os alunos já corria informação sobre a agressão. A menina tinha a roupa cheia de lama, sangue na boca e a cara esfolada. Mas saiu da escola, durante o período escolar, e repito durante o período escolar, sem que qualquer funcionário ou professor considerasse que devia intervir. Ou teremos de admitir que uma criança neste estado consegue atravessar as instalações escolares e passar pela portaria sem que professores ou funcionários a vejam? É difícil entender que tal aconteça mas admitamos que estava muito nevoeiro ou que estavam todos a contemplar o céu e logo também isto pode ser possível. Chegada a casa a criança foi levada ao Hospital Garcia de Horta cujo relatório citado pelo “Jornal de Notícias” diz o seguinte: “Criança de 10 anos, sexo feminino, vítima de agressão física por parte de quatro colegas da escola, todos com 11 anos. Hematoma facial esquerdo, dor abdominal e dorsolombar difusa, escoriações em ambas as palmas das mãos e lombares“. Face a este relatório a “GNR investiga o caso”. Cabe agora perguntar o que faz a GNR no meio disto? Em relação aos agressores que nem sequer têm doze anos não podem fazer nada. E sobretudo o que sucedeu naquela escola e está a suceder um pouco por todo o país é uma sequência de desresponsabilização por parte de professores e funcionários: não ver, não intervir, olhar para o outro lado tornaram-se a estratégia de sobrevivência numa escola sem autoridade nem prestígio. Na evidência dos hematomas ou das filmagens com telemóvel abre-se então um inquérito e apresentam-se queixas na polícia, como quem lava as mãos. Passando para o caso da agressão a um professor numa escola de Braga nota-se exactamente o mesmo receio de intervir: um homem entra numa escola ameaçando bater num determinado professor. Não consegue e espera-o à saída da escola, tendo concretizado a agressão à saída perante várias testemunhas. Não conheço qualquer outro local de trabalho, além das escolas portuguesas, onde uma pessoa ameaçada saia do seu local de trabalho sem que alguns colegas o acompanhem. É este espírito de medo, rebaixamento, falta de princípios e cobardia que se incute diariamente nas escolas aos nossos filhos? É. O vazio de autoridade nas escolas levou a isto: chama-se a polícia e abrem-se processos judiciais para tentar intervir em situações que um conselho directivo devia ter meios para resolver. Para cúmulo deste ambiente perverso que levou à criminalização do quotidiano prometem-se agora câmaras de videovigilância para 1200 escolas. Alega o ministério que o Plano Tecnológico da Educação vai dotar as escolas de computadores, quadros interactivos e videoprojectores por cuja seguranças estas câmaras irão zelar. Apanhando o comboio muitas escolas esperam também que as câmaras dissuadam alguns actos de violência. Mas como todas as semanas notícias como estas confirmam o problema não é não ver. É não querer ver. Ou ter medo de ver. Quantos adultos viram aquela criança ser agredida na Escola Básica Integrada do Monte da Caparica? Nenhum? E nenhum a viu sair da escola com lama e sangue na cara? Ninguém viu o agressor à espera do professor de Inglês à porta Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Sanches de Braga? O que fez falta nestas escolas não foi a câmara de videovigilância. O que fez falta foi o não ter medo de assumir responsabilidades.*PÚBLICO 12 de Fevereiro
Furtado daqui.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Propósito do Medo no PS

«.... Tudo porque o medo terá voltado, e desde logo, também, a todos aqueles que não quiseram arriscar saber o peso que possuem realmente dentro das estruturas do partido. Se não houvesse medo, um qualquer destes destacados militantes socialistas que periodicamente nos avisa do grave perigo que atravessa a sociedade portuguesa teria tido a coragem suficiente para abandonar a sua zona de conforto e enfrentar José Sócrates. Pelo menos, ter-se-iam evitado estes embaraçosos 96,43%, muito pouco europeus.»
João Marcelino artigo aqui.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

De novo, o Medo...



... O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público emitiu um comunicado onde afirma que nos últimos tempos (e sublinha que mais uma vez) o Ministério Público e os seus magistrados têm sido alvo das habituais e recorrentes campanhas que acontecem sempre que estão em causa processos ou investigações delicadas em função das matérias ou dos visados. O Sindicato receia ainda uma "intimidação real" na investigação. Ora, isto é para levar a sério. (...)
Significativamente o general Ramalho Eanes denunciou um clima de medo crónico de criticar, em Portugal. O ex-presidente da República é, tal como o actual Presidente, das escassíssimas figuras referenciais da Política Portuguesa cujos actos têm sido testemunha disso mesmo (actos, não meras palavras). É, por isso, para levar muito a sério.
É inaceitável que a vida de uma comunidade supostamente democrática, no início do século XXI, esteja condicionada pelo medo.
As sociedades que caem em caldos de cultura de medos ou que são condicionáveis são sociedades cujo estado de saúde é de alto risco.
Paula Teixeira da Cruz, artigo completo com o título "Alto Risco" e foto aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eanes vê Portugal bloqueado por medos


Eanes vê Portugal bloqueado por medos. A sociedade portuguesa é uma sociedade com medo dos medos. Medo pelo presente, medo do futuro, medo pelos filhos, pela sorte dos pais, medo pelo emprego, medo dos poderes políticos", afirmou o general Ramalho Eanes na conferência que proferiu ontem à tarde no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa. Ele considerou a situação dramática para Portugal porque "o medo, crónico" bloqueia-lhe a abertura e a acção.
(...) ... o primeiro Presidente da República eleito democraticamente em Portugal reflectiu sobre Portugal e os factores da ‘crise permanente’ que a todos afecta.
Antes de apontar que 'em Portugal nunca foram correctas as relações entre o Estado e a Sociedade Civil'.
Notícia e foto aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Henrique Neto: Há medo no PS e na sociedade portuguesa, pelos mais variados motivos.


As palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, que admitiu gostar de "malhar na direita" e considerou "minudências" as vozes críticas no PS, caíram mal junto de Henrique Neto, empresário e militante ‘histórico’, que escreveu uma carta onde apelida Augusto Santos Silva de "ministro da propaganda" e dá apoio a Manuel Alegre. (...)
CARTA ABERTA A AUGUSTO SANTOS SILVA E MANUEL ALEGRE
(...) De facto, as sucessivas intervenções do ministro da propaganda do PS caracterizam-se pelo dogmatismo, pela política da verdade única e pela incapacidade de compreender que um partido político moderno é mais do que a arregimentação de militantes passivos que por seguidismo, necessidade, ou medo, deixaram de ter ideias e vontade próprias. Há, de facto, medo no PS e na sociedade portuguesa, pelos mais variados motivos. Têm medo os empresários, de que não lhes sejam permitidos os apoios, ou os financiamentos, dados a outros; têm medo os funcionários públicos, relativamente aos chefes de nomeação politica; têm medo os professores, da avaliação e do ministério, avaliação necessária mas imposta; e têm medo muitos militantes socialistas de perderem os seus lugares, ou o acesso aos benefícios pessoais que retiram da actividade política. Lugares e benefícios que há muito deixaram de ser decididos pela razão do mérito e que agora são o resultado da fidelidade ao chefe.
É aqui que Augusto Santos Silva se distingue, na obsessão da fidelidade ao líder, como condição da actividade política. No momento em que se prepara mais um congresso do Partido Socialista, a missão de Augusto Santos Silva é matar à nascença qualquer veleidade de debate livre e de novas ideias para o PS e para Portugal. Santos Silva está apenas interessado em 'malhar neles', começando logo por malhar nos militantes do PS, aqueles que ainda pensam habitar o mesmo partido dos anos 70 a 90 [...]. O PS, como partido da liberdade e do debate político e das novas ideias para Portugal, já não existe e o que há são sedes sem vida, militantes que olham a competição e a concorrência com medo, a quem permanentemente é incutida a ideia de que divergir e criticar é traição ao PS e bênção para os adversários políticos. 'Quem se mete com o PS leva' fez escola no PS.
Notícia e foto aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Histórico do PS: Há quem tenha medo de falar

«Há no PS quem tenha medo de falar»
Histórico Edmundo Pedro queria debater clima interno no partido.
O histórico socialista Edmundo Pedro afirmou esta noite, numa reunião partidária na sede do partido, em Lisboa, destinada a debater as três moções que no final do mês vão ser apresentadas no Congresso de Espinho, que há no partido quem tenha medo de falar.
(...)«Verifiquei um total desinteresse, generalizado, notei outro fenómeno pessoas que estão no aparelho de Estado que me diziam «não posso pronunciar-me, porque tenho medo», não é admissível no partido», denunciou.
google-site-verification: googlef22dbfc7f4ff885e.html