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terça-feira, 5 de julho de 2011

México: Redes de corrupção na petrolifera Pemex foram aniquiladas - governo

O governo mexicano anunciou segunda-feira que conseguiu desmontar "todas as redes de corrupção" na empresa estatal de petróleo, Pemex, noticia a Efe. "Houve uma reestruturação profunda e um fortalecimento do controle dos órgãos internos para levar para a empresa trabalhadores mais especializados em certos assuntos", explicou o vice-ministro da Função Pública, Rogelio Carbajal. AQUI

domingo, 12 de junho de 2011

Ex-Major da PM Sérgio Carvalho é condenado a 9 anos de prisão

O ex-Major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado, pela prática do crime de corrupção ativa referente a uma das incidências dentre as cinco que foram submetidas a julgamento. O júri foi realizado na tarde de ontem no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande.
Carvalho foi preso durante a operação “Las Vegas”, realizada em maio de 2009, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual, sob acusação de vários crimes relacionados a exploração de jogos de azar através de máquinas caça-níqueis.

sábado, 7 de maio de 2011

Tribunal cubano condena ex-ministro a 15 anos por corrupção

A Justiça de Cuba condenou ontem (5) o ex-ministro da Indústria da Alimentação de Cuba Alejandro Roca, de 75 anos, a 15 anos de prisão por corrupção. É o primeiro caso desse tipo a chegar aos tribunais do país. Roca foi exonerado do cargo em 2009. Ele foi considerado culpado de receber propinas e de cometer atos danosos à economia nacional.
Roca é acusado de manter ligações com o empresário chileno Max Morimbo, que mantinha uma joint venture com o governo cubano chamada Rio Zaza. O negócio, que movimenta US$ 100 milhões (cerca R$ 161 milhões) por ano, produz sucos de frutas e outros produtos alimentícios.
O empresário chileno envolvido no mesmo escândalo recebeu uma pena de 20 anos de prisão por suborno, fraude e falsificação de documentos. Ex-amigo do líder cubano Fidel Castro, Morimbo vive no Chile, se recusou a voltar a Cuba e foi julgado e condenado à revelia.
De acordo com o jornal oficial Granma, o tribunal afirmou que os dois réus mereciam penas rigorosas devido aos "danos consideráveis causados pelos acusados à economia". Outros casos como os de Morimbo e Roca devem ser julgados no país.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ex-presidente condenado por corrupção

O antigo chefe de Estado costariquenho Miguel Angel Rodriguez (1998-2002) foi quarta-feira condenado a cinco anos de prisão por «corrupção agravada».
O antigo presidente costariquenho terá recebido mais de 800 mil dólares de comissões ilegais da parte da alcatel, que em finais de 2006 associou-se a americana Lucent tecnologias, contra um contacto de 149 milhões de dólares pelo fornecimento de 400 mil linhas de telemóveis.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prefeitos são mais condenados por corrupção, diz AGU

Número de ações ajuizadas contra corruptos cresceu, mas o alvo preferido são os prefeitos
A intenção da Advocacia Geral da União (AGU) era comemorar o Dia Nacional de Combate à Corrupção, nesta quinta-feira, com a divulgação de dados que mostrassem o aumento das ações de combate aos delitos contra o erário. E para isso divulgou um relatório com dados que saltam aos olhos: em 2010 foram ajuizadas 2.449 ações para reaver aos cofres públicos dinheiro desviado por políticos, servidores, militares e até empresários.
Analisados com mais cuidado, porém, os dados mostram que os prefeitos foram os maiores alvos das ações ajuizadas a partir de decisões do Tribunal de Contas da União (TCU). Nenhuma das ações tem como alvo ocupantes de alto escalão de poder como ministros, deputados, senadores e governadores. Como não faltam denúncias contra esses figurões na imprensa, parece que alguma coisa não anda funcionando bem no sistema de punição contra corruptos da AGU.
“O TCU adora condenar prefeito, mas é inútil com ministros, governadores, deputados e senadores, o que o torna pouco efetivo”, critica o cientista político Ricardo Caldas, que leciona Teoria e Análise Crítica da Corrupção na Universidade de Brasília (UnB).
De fato, o levantamento divulgado pela AGU indica que os prefeitos têm andado bastante fora da linha. Das 2.449 ações ajuizadas com base em condenações do TCU, 1.115 têm como réus prefeitos e ex-prefeitos (45,53%). Em segundo lugar estão os servidores públicos, com 354 (14,45%), seguidos de dirigentes de órgãos e entidades, com 283 (11,56%). Na lista de demais categorias, há ainda secretários de governo estadual e órgãos públicos. Mas nada de poderosos de verdade.
A AGU se defende afirmando que a efetividade das punições tem sido maior. Nos últimos dez anos, o número de ações civis ajuizadas pelo órgão executando condenações do TCU cresceu 87% - em 2001 foram 281 casos, número que em 2010 pulou para 2.147. Considerando todas as ações de 2010, inclusive as que partiram da União, espera-se que os cofres públicos sejam ressarcidos em 2,7 bilhões de reais. Desse total, 582 milhões já foram bloqueados ou penhorados.
Ainda assim, o professor Caldas volta à carga: “Mesmo quando há condenações, poucos punidos devolvem o que foi desviado porque ficam protelando isso com recursos”. Ele argumenta que os dados oficiais são estrategicamente divulgados para dar a aparência de que a corrupção está sendo combatida. “É uma forma de verniz, um jogo de aparência, mas a cultura não muda”, reclama.
Para Caldas, a corrupção no Brasil só vai deixar de ser regra quando houver uma agência independente que a combata, como acontece no Reino Unido, por exemplo. “Não há interesse de parlamentares e do governo em enfrentar isso. Do jeito que está, é como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”, compara.
Estados - Os dados da AGU baseados em condenações do TCU indicam outra peculiaridade. Em números absolutos, Minas Gerais e São Paulo são os estados com o maior número de casos. No entanto, se analisados proporcionalmente à quantidade de municípios, Amapá, Roraima e Amazonas lideram o ranking. “Minas e São Paulo têm muitas prefeituras e maior potencial de negócios e convênios, o que abre mais brechas para desvios, mas os altos índices dos estados do Norte são inexplicáveis”, comenta o diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa da AGU, André Mendonça.
Para ele, o simples fato de os processos cíveis chegarem a uma solução deve ser comemorado. “Como os processos criminais prescrevem rápido, não há condenações a tempo e a sensação de impunidade é maior”, defende. “O processo cível alcança o patrimônio do sujeito, que prefere ir preso do que perder dinheiro. E não tem prescrição, logo, o tempo não corre contra a sociedade e a pena vai ser aplicada do mesmo jeito.”
Mendonça reconhece que ainda há muito a fazer para reduzir a corrupção no país, mas aponta avanços. “Em 2009, criamos um grupo de 110 advogados da União que estão espalhados pelo Brasil atuando exclusivamente no combate à corrupção. Não se fazia isso antes por falta de prioridade”, destaca. “Tudo é um ciclo, não adianta atuar separadamente. Estamos trabalhando na consequência, mas, se o país quer erradicar a corrupção, tem que agir na raiz do problema: a educação.”
Fonte - Exame

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ex-presidente de Taiwan pega 17 anos e meio de prisão

O Tribunal Superior de Taiwan anunciou nesta segunda-feira que o ex-presidente Chen Shui-bian deverá permanecer 17 anos e meio na prisão por crimes de corrupção, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
Com esta nova sentença, o Tribunal Superior determinou o modo como Chen deverá cumprir as penas de 11 e oito anos de prisão às quais foi condenado no dia 11 de novembro.
A sentença recomenda que Chen cumpra as penas consecutivamente, e não ao mesmo tempo, mas que desconte o período que permaneceu em prisão preventiva. Além disso, o ex-presidente deverá pagar uma multa de US$ 5,05 milhões.
O Tribunal Superior de Taiwan ainda não decidiu como a esposa de Chen, Wu Shu-jen, condenada pela Corte Suprema a 11 e oito anos de prisão pelos mesmos crimes que Chen, deverá cumprir suas penas.
O ex-presidente de Taiwan, que governou o país de 2000 a 2008, está preso em uma cadeia de Taoyuan, no norte da ilha, desde 2 de dezembro deste ano.
Fonte - Terra

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ex-chefe de agência nuclear chinesa condenado a pena perpétua

A decisão foi tomada numa reunião à porta fechada do Partido Comunista, dando aval pleno a um parecer de 2009 que também retira a Kang Rixin, o estatuto de membro do partido por “violações graves da lei e quebra de disciplina”, é avançado pela agência noticiosa Xinhua. Perdeu todos os direitos políticos e todos os seus bens pessoais foram confiscados.
Caído em desgraça, Kang Rixin, de 57 anos, podia ter sido condenado à pena capital, de acordo com a legislação chinesa, mas “a sentença foi mais leve porque [o arguido] cooperou com os investigadores e devolveu tudo o que tinha recebido ilicitamente”. O ex-chefe da agência nuclear fazia parte do grupo de elite de 204 membros do Comité Central do partido e detinha um estatuto de poder equivalente ao de um ministro.
Foi condenado por ter “abusado do seu poder, permitindo ganhos ilegítimos a terceiros” e por ter “recebido um vasto montante em subornos”, no total de 970 mil dólares (mais de 700 mil euros) entre 2004 e 2009, precisava a Xinhua. É já o segundo responsável de topo de uma empresa energética estatal a ser afastado este ano por acusações de corrupção
Fonte - Público

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ex-prefeito de Penedo é condenado por crime eleitoral

O ex-prefeito de Penedo, José Valério da Silva, conhecido como José Alves (que administrou o município na década de 90), foi condenado a um ano de reclusão por Corrupção Eleitoral Ativa. Além dele, também foram condenados os cabos eleitorais Francilene Lessa Paulo e Tereza Cristina de Souza. As penas foram suspensas condicionalmente e substituídas por dois anos de prestação de serviço à comunidade. Cópias do requerimento de execução de pena foram enviadas ao corregedor eleitoral de Alagoas, André Granja, e a procuradora regional eleitoral, Niedja Kaspary.De acordo com o promotor de Justiça da 13º Zona Eleitoral, Eládio Estrela, o esquema que envolvia o ex-prefeito foi desbaratado e denunciados no final de2002/2003. “Foram encontradas com os cabos eleitorais inúmeras relações de eleitores e valores a serem pagos e que se encontram no processo 358/2003 Corrupção Eleitoral Ativa na 13ª Zona Eleitoral em Penedo, os quais tinham como coordenador do esquema o ex-prefeito, e em seguida estabelecia a data para efetuar a compra do voto”, explicou.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ex-vice-presidente de Tribunal Supremo chinês condenado a prisão perpétua

O ex-vice-presidente do Tribunal Popular Supremo da China (principal órgão judicial do país), Huang Songyou, foi condenado a prisão perpétua por corrupção, informou hoje a agência oficial de notícias "Xinhua".
Huang, de 52 anos de idade, é o mais alto representante judicial que passou por um tribunal desde que foi fundada a República Popular da China, em 1949.
Os fiscais acusaram o juiz de abusar de poder e de buscar lucros com pessoas afetadas com "enormes quantidades" de subornos, em um total que chegou a quatro milhões de iuanes (aproximadamente US$ 586 mil).
Huang foi retirado de seu cargo e do Partido Comunista da China (PCCh, o partido único) em outubro de 2008.
Durante as três décadas de reforma econômica, cerca de quatro mil funcionários corruptos fugiram do país com aproximadamente US$ 50 bilhões de fundos públicos em seus bolsos, segundo publicou recentemente a imprensa estatal chinesa.
Em comunicado do Comitê Disciplinar do PCCh, o Governo reconhece que a luta contra a corrupção na China ainda é "persistente, complicada e árdua".
Segundo os dados de 2009, divulgados pela rede anticorrupção Transparência Internacional, a China está na posição de número 79 em uma lista de 180 países no Índice de Percepção Internacional sobre Corrupção, em uma lista que vai do menos corrupto (primeiro colocado) para o mais (último).

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ex-autarca da Madeira acusado de corrupção e burla ouve hoje sentença

Este é o segundo julgamento para o ex-autarca social-democrata daquela localidade, na zona oeste da ilha da Madeira, que começou em Outubro, constando da acusação os crimes de burla qualificada, corrupção, num caso que envolve alegados recebimentos ilícitos de verbas para viabilizar o licenciamento de um bloco de apartamentos naquele concelho.Além do ex-presidente do município, são arguidos um ex-deputado do PSD na Assembleia Regional, um responsável da autarquia da Ponta do Sol, um consultor financeiro e um empreiteiro que são acusados como co-autores de crime de corrupção activa.António Lobo está a cumprir presentemente pena na prisão de Sintra, na sequência de um julgamento também no tribunal da Ponta do Sol em 2007, altura em que foi acusado de onze crimes, tendo acabado por ser condenado apenas por dois a seis anos de prisão por ter recebido pagamentos para aprovar licenciamentos de obras particulares naquele concelho. António Lobo foi presidente desta câmara entre Novembro de 1987 e Julho de 2005, eleito nas listas do PSDMadeira, tendo renunciado ao cargo quando foi detido pela primeira vez.Esteve em prisão preventiva entre 11 de Outubro de 2004 e 01 de Fevereiro de 2006, passou depois para o regime de prisão domiciliária até ao início do primeiro julgamento, altura em que o juiz resolveu aplicar-lhe termo de identidade e residência, proibindo-o de ausentar-se da região.Foi então condenado a seis anos de prisão, pena que está a cumprir no continente, tendo regressado à Madeira para este segundo julgamento.António Lobo é o segundo autarca madeirense a ser condenado a prisão pela prática de ilícitos cometidos durante o exercício do mandato de presidente de câmara municipal. O primeiro caso foi o presidente da Câmara de Santa Cruz, Luís Gabriel que já cumpriu a pena no Estabelecimento Prisional do Funchal.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Faltam castigos exemplares que desincentivem a corrupção

Entrevista do General Garcia dos Santos aqui.
Texto roubado daqui.

Faltam castigos exemplares que desincentivem a corrupção"
Por Nuno Pacheco, Raquel Abecassis (RR) e Shamila Mussá (fotos)

O general Garcia dos Santos aponta o poder político como parte do problema da corrupção e acusa os presidentes de nada fazerem

Garcia dos Santos
Foi uma entrevista sua em Outubro de 1998, ao semanário Expresso, denunciando casos de corrupção na JAE (Junta Autónoma das Estradas, hoje Estradas de Portugal), que levou à criação de uma comissão parlamentar para investigar casos de corrupção. Passados mais de dez anos a corrupção volta à ribalta e o general Garcia dos Santos, 74 anos, engenheiro civil, ex-chefe do Estado- Maior do Exército (1983/2) e ex-presidente da JAE (1997-98), retoma, em entrevista ao programa Diga Lá Excelência, algumas das suas críticas mais veementes.

Passaram-se mais de dez anos sobre o caso JAE. O que acha que impediu que esse caso fosse cabalmente esclarecido e que houvesse resultados práticos da sua denúncia?Houve algumas punições, como resultado da sindicância então feita, mas houve um amortecimento sobre a situação propriamente dita da corrupção. Denunciei isso junto da comissão parlamentar de inquérito...

Mas foi-lhe pedido que desse nomes e recusou-se a fazê-lo.

Exactamente. Houve empreiteiros que me disseram que davam dinheiro para isto e para aquilo ao senhor tal e ao partido tal, mas quando eu lhes perguntei se eventualmente quereriam denunciar isso junto da comissão parlamentar de inquérito, recusaram todos lá ir. E como não me autorizaram a dar os nomes deles eu recusei-me a identificá-los na comissão, isso constituiu desobediência qualificada e, como tal, fui julgado. E acabei por ser o único condenado, com uma multa de 150 ou 160 contos.

Mas foi também à Procuradoria-Geral da República.

Na altura o procurador era o dr. Cunha Rodrigues. Quando lhe apresentei o caso, perguntou-me: "Tem provas?" "Não, o senhor é que tem obrigação de as procurar", disse-lhe eu. "Então se não tem provas é escusado continuarmos a conversa."

Como vê o regresso da corrupção à ribalta e os pacotes legislativos que têm vindo a ser discutidos no Parlamento?O problema da corrupção não tem solução em termos de acabar definitivamente. Porque a burocracia facilita-a e vice-versa. Mas o facto de a justiça não punir exemplarmente umas quantas pessoas e demorar imenso tempo na recolha das culpabilidades acaba por ser um incentivo ao aumento da corrupção. Se um corrupto fosse punido exemplarmente, isso serviria de exemplo.

Mas há uma dificuldade: a produção de prova. Há alguma maneira de ultrapassar isso?

A corrupção não é fácil de provar porque não há recibos, não há cheques nem facturas nem nada. O dinheiro é entregue em notas. Só se os intervenientes denunciarem. E mesmo assim é difícil porque os outros podem dizer: "Prove!" E não há provas. Mas tem que haver uma solução, porque isto não pode continuar assim.

Mas acha que é sobretudo com leis que se resolve isso?

Portugal é um país onde prolifera a legislação. E julgo, embora não seja especialista, que haverá leis suficientes para aplicar a situações deste tipo. O que falta são castigos exemplares que desincentivem a corrupção. Esse é o problema principal.

O sistema político e partidário que temos está interessado em travar a corrupção? Ou é parte do problema?

É uma das partes do problema, claramente. Porque essas vias são uma possibilidade de financiamento dos partidos políticos.

Mas a lei de financiamento dos partidos mudou. Isso não atenua tais práticas?

Penso que terá atenuado. Mas, como sempre, à boa maneira portuguesa, somos especialistas em fugir à lei. Por isso não há uma diminuição clara da corrupção.

O presidente do Tribunal de Contas sugere uma forma diferente de proceder a concursos públicos, atribuir empreitadas, etc. Acha que pode ser uma solução?

Pode ser uma solução importante. Mas a legislação é muito complicada e por vezes a dificuldade que existe na atribuição, na abertura de concursos públicos e na adjudicação leva a que se procure facilitar e apressar, fugindo a processos que seriam controláveis.

Acha que há em Portugal uma cultura que beneficia este tipo de comportamentos? Nas eleições, por exemplo, vimos serem eleitos autarcas condenados por corrupção...

Penso que sim. O português, com o seu desenrascanço tradicional, procura sempre caminhos que possam acelerar as coisas ou obter meios, sobretudo financeiros, por portas travessas. Isto não é extensivo a todos os portugueses, pelo contrário. Porque não é a sociedade, são os processos que a sociedade utiliza. E aí a justiça tem uma forte palavra a dizer. Era preciso que a justiça fosse mais rápida e que pessoas com determinados perfis, corruptas, fossem punidas exemplarmente.

O que acha que tem impedido essa justiça exemplar?

Talvez um certo facilitismo. É preciso responsabilizar. Se num determinado organismo existe corrupção, nem era preciso ir a tribunal, os responsáveis tinham obrigação de punir os corruptos. E muitas vezes isso não se faz.

Falou, há pouco, em entraves. Acha que um deles é o próprio poder político?

Acho que sim. O poder político tem muitas culpas nesta situação. E eu penso que o primeiro responsável por isso é o Presidente da República. Porque tem obrigação de chamar a atenção para estas situações e impor ao governo a resolução dos problemas.

O presidente Jorge Sampaio por diversas vezes se referiu a esse fenómeno...

O dr. Jorge Sampaio, quando foi Presidente da República, não fez absolutamente nada. Eu tive ocasião de lhe escrever uma carta fazendo-lhe algumas sugestões. Nem me respondeu. E agora aparece com linhas de estratégia para o país. Dá vontade de rir!

Acha que o actual Presidente, Cavaco Silva, tem mais em linha de conta essa preocupação?Não, não tem nenhuma. Está calado, não faz rigorosamente nada nesta área e tinha a obrigação de fazer.

Se lhe dessem a si, agora, oportunidade de tomar três grandes medidas de combate à corrupção, o que faria?

A medida número um era responsabilizar as pessoas que estão à frente de determinados organismos. Se houvesse denúncias ou conhecimento de corrupção, tinham que agir e punir os infractores. Se não punissem, eram eles próprios afastados e punidos, porque não tinham actuado. Enquanto isto não se fizer, não há responsabilidade nenhuma. A segunda medida era arranjar forma de detectar os processos de corrupção. E a justiça devia ser mais célere. Se não tem meios, pugne para os ter. Está a dormir!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Com esta Lei, os processos não podem ser rápidos e limpos

Carlos Anjos, presidente da ASFIC da PJ, tece duras críticas à Lei Penal e aos atrasos processuais, que põem em causa processos como o da "Face Oculta"Carlos Anjos afirma, em entrevista ao Negócios, a actual Lei penal "é demasiado permissiva para os incumpridores, que sabem que dificilmente são punidos". Aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ex-presidente da Costa Rica é condenado por corrupção

O ex- presidente da Costa Rica e candidato à Presidência, Rafael Angel Calderón, foi condenado nesta segunda-feira a cinco anos de prisão por corrupção.
Calderón, que governou o país de 1990 a 1994, foi condenado por receber uma comissão de pelo menos US$500 mil de um empréstimo público feito ao país pelo governo da Finlândia e também por ter recebido propina para a aprovação da empresa finlandesa na licitação da venda de equipamentos médicos a órgãos públicos costarriquenhos.
Depois da leitura da sentença, Calderón reiterou que irá retirar sua candidatura do Partido Unidad Socialcristiana (PUSC) nas eleições presidenciais marcadas para fevereiro de 2010.
Ao sair do Tribunal, ele afirmou que não poderia pedir voto aos costarriquenhos depois de ter sido condenado pela Justiça.
"Não há autoridade moral para pedir votos se uma pessoa foi sentenciada por um tribunal", disse Calderón aos jornalistas.
Às vésperas do processo eleitoral, que tem início em poucos dias, a sentença de Calderón era esperada como um elemento que poderia influenciar diretamente o resultado do pleito. Os partidários do ex-presidente acreditavam que a absolvição de Calderón impulsionaria a candidatura.
"Perdemos uma batalha, mas vamos seguir com a Guerra nos próximos passos", disse o ex-presidente.
Calderón ainda não foi detido e deve apelar da decisão.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Antigos examinadores da DGV condenados por corrupção passiva

O Tribunal de Coimbra condenou hoje dois antigos examinadores da Direcção-Geral de Viação a dois anos de prisão com pena suspensa por crime de corrupção passiva, alegadamente por facilitarem nos exames para obtenção da carta de condução.
O tribunal considerou provado que os dois antigos funcionários cometeram o crime de corrupção passiva para acto ilícito e de forma continuada. No entanto, atendendo à gravidade dos actos, o tempo da sua prática e à situação familiar dos arguidos, o juiz entendeu suspender a pena de prisão por dois anos.
Na análise das provas deduzidas em audiência, o magistrado considerou que os dois arguidos favoreceram alguns candidatos à obtenção da carta de condução, independentemente do desempenho nos exames. O caso remonta a 2002.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ex-directora de fábrica da Coca-Cola detida por corrupção

Uma ex-directora de uma fabrica chinesa da Coca-Cola, a empresa Shenmei, de Xangai, foi detida por suspeita de corrupção e está acusada de receber subornos de cerca de um milhão de euros, revela hoje a imprensa oficial chinesa.
De acordo com a imprensa, a directora será de nível intermédio, tem apelido Zhu e terá sido despedida depois da sua detenção há cerca de duas semanas.
O porta-voz da Coca-Cola em Hong Kong, Kenth Kaerhoeg, apenas confirmou a detenção da funcionária da fábrica da Shenmei, especificamente dão complexo de enchimento de Jinqiao, na zona económica especial de Pudong, em Xangai.

sábado, 12 de setembro de 2009

Três médicos julgados por corrupção

Três médicos e dois funcionários do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) e dois gestores de empresas fornecedoras de implantes cocleares, um deles suíço, vão responder em tribunal por corrupção e falsificação de documentos.
Os arguidos, acusados pelo Ministério Público por crimes relacionados com a aquisição de implantes cocleares para o CHC, viram o Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra confirmar o despacho de acusação, seguindo agora o processo para julgamento.
Como o CM noticiou, os sete arguidos – entre eles o anterior director do Serviço de Otorrino do CHC e o irmão – foram acusados por receberam contrapartidas, como viagens de recreio, por beneficiarem uma empresa fornecedora de implantes cocleares.

Corrupção vale prisão perpétua em Taiwan

O ex-presidente de Taiwan Chen Shui-bian, 58 anos, e sua mulher, Wu Shu-chen, foram condenados ontem no país asiático à prisão perpétua por várias acusações relacionadas a corrupção. Chen era acusado de desviar o equivalente a R$ 5,7 milhões de um fundo presidencial especial durante seu mandato, entre 2000 e 2008. As acusações incluíam ainda o recebimento de suborno – um valor estimado em R$ 16,4 milhões – lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Além da pena de prisão, o casal ainda terá de pagar uma multa de 500 milhões de dólares de Taiwan (R$ 28 milhões).Chen não estava presente à sessão no tribunal, mas voltou a alegar inocência, afirmando que desconhecia o fato de sua mulher ter enviado dinheiro ao Exterior. Foram condenadas ainda outras 13 pessoas, incluindo o filho de Chen, Chen Chih-chung.Grupos favoráveis à formalização da independência de Taiwan em relação à China (que na prática já existe), apoiados pelo Partido Democrático Progressista (PDP), do ex-presidente, protestaram contra a condenação.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

EUA: Antigo congressista condenado por corrupção declara falência

Um antigo congressista do Louisiana, nos Estados Unidos da América, condenado por corrupção depois de agentes federais terem encontrado dinheiro no seu frigorífico, apresentou uma declaração de falência.
O pedido de falência entregue na semana passada pelo republicano William Jefferson e pela sua mulher, Andrea, informa que o casal deve entre um milhão e 10 milhões de dólares (697 milhares e 69 millhões) a menos de 50 credores e apresenta uma lista dos seus bens avaliados nas mesmas quantias.
Num pedido de falência, a propriedade do devedor é vendida e as receitas são distribuídas pelos credores, sendo que alguns bens podem ficar isentos da venda.
Jefferson foi condenado a 5 de Agosto por 11 das 16 acusações contra si por ter usado a sua influência em negócios em África e por ter aceite vários milhares de dólares em subornos. Os investigadores encontraram mais de 90 mil dólares em dinheiro no frigorifico do republicano que esteve no congresso norte-americano entre 1991 e 2008.

Dois ex-ministros israelenses começam a cumprir hoje pena por corrupção

Dois ex-ministros israelenses, Shlomo Benizri e Abraham Hirchson, ingressarão hoje em prisão para cumprir penas de quatro e cinco anos e meio, respectivamente, por delitos de corrupção.
O cumprimento das penas dos dois ex-ministros se produz dois dias depois que a Procuradoria Geral do Estado acusasse ao ex-chefe de Governo Ehud Olmert por outros três casos de corrupção.
Benizri, membro do partido ultra-ortodoxo judeu Shas e que foi titular das pastas de Saúde (entre 1999 e 2000) e Trabalho (de 2001 a 2003) deverá apresentar-se hoje na prisão de Masiyahu (perto de Tel Aviv) para cumprir uma pena de quatro anos por receber subornos de um contratista israelense ao que facilitou informação privilegiada durante seus mandatos.
Hirchson, titular das pastas de Turismo (entre 2005 e 2006), Comunicações (2006) e Finanças (entre 2006 e 2007), também ingressará hoje na prisão, neste caso na de Hermon (norte de Israel), para começar a cumprir sua pena de cinco anos e meio.
No mês passado de junho o ex-ministro foi declarado culpado de roubar 1,8 milhões de shekels (cerca de 325 mil euros) da Organização Nacional de Trabalhadores e incorrer nos delitos de roubo executivo, fraude, ruptura da confiança, obtenção ilícita de fundos, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos corporativos.
A Promotoria israelense reiterou em várias ocasiões nos últimos anos que não tolerará a corrupção na classe política, seja qual seja o cargo dos delinquentes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cheque de 20 mil euros 'provou' corrupção passiva

Se não fosse um cheque de quatro mil contos (20 mil euros), Isaltino Morais dificilmente seria condenado pelo crime de corrupçãoo passiva. É que relativamente aos outros crimes de corrupção pelos quais estava acusado, o autarca de Oeiras não foi condenado, porque o tribunal não deu como provado uma relação "causa-efeito" entre o dinheiro recebido por Isaltino (em numerário) e decisões camarárias.
De acordo com o acórdão lido ontem no Tribunal de Sintra, o colectivo de juízes condenou ainda o autarca por abuso de poder, um crime que diz respeito a funcionários públicos (autarcas incluídos) que abusem dos seus poderes ou violem "deveres inerentes às suas funções, com intenção de obter, para si ou para terceiro, benefício ilegítimo ou causar prejuízo a outra pessoa".
O crime de fraude fiscal é o que, normalmente, se apelida de "fuga ao fisco". Já o branqueamento de capitais aparece como consequência da fraude: depois da fuga aos impostos, o dinheiro é branqueado, aquilo a que se chama "lavagem de dinheiro".
Condenado, em primeira instância, por crimes praticados como presidente da Câmara de Oeiras Isaltino não se mostrou muito preocupado com o julgamento eleitoral de Outubro: " Por enquanto não é condenação, só é quando transitar em julgado. O julgamento é feito pelos oeirenses. Vamos a votos, porque a candidatura está apresentada com cerca de 10 mil assinaturas".
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