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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Falta de recursos humanos bloqueia investigação à corrupção nas autarquias

As entidades públicas de fiscalização queixam-se falta de recursos humanos para combater a corrupção.
Esta é uma das conclusões de um relatório publicado esta semana na página oficial do Ministério da Justiça, segundo o qual “todas as entidades identificaram lacunas assinaláveis e apontaram o reforço dos recursos humanos como uma necessidade efectiva para poder dar cumprimento às missões de combate à corrupção”.
O relatório destaca necessidades de reforço em instituições como o DIAP de Lisboa e, em particular, a Inspecção Geral das Autarquias (IGAL).
A respeito do IGAL é destacada a redução de efectivos, nos últimos anos. “O quadro de pessoal da IGAL chegou a prever 110 inspectores embora nunca tenham estado preenchidos mais do que 55 efectivos. Actualmente, a IGAL apenas dispõe de 31 inspectores nos seus quadros, 24 deles na área jurídica, 6 na área económica e 1 na área da engenharia civil”, refere o documento. AQUI

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Presidente de associação de Vagos acusado de corrupção por extracção ilegal de areias

O Ministério Público do Tribunal de Vagos juntou as peças e concluiu que havia matéria para acusar o presidente da Associação Boa-Hora, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), e também presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Boa-Hora, Manuel Bogalho, de um crime de participação económica em negócio e outro de corrupção, e um comerciante de materiais de construção civil de Travanca, Santa Maria da Feira, também por crime de corrupção.
O caso remonta a 2002. Os factos foram investigados, o processo chegou a tribunal, a acusação foi deduzida, o julgamento arrancou e hoje será conhecida a sentença de dois homens acusados de corrupção por extracção ilegal de inertes.
A acusação refaz a história que começou há oito anos e que terá permitido a Manuel Bogalho arrecadar cerca de 241 mil euros para a construção de um centro comunitário para crianças e idosos, depois de o apoio que viria do PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para a obra ter desaparecido no orçamento rectificativo em 2003, na altura em que Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças. A direcção da IPSS precisava ainda de 300 mil euros para concluir a infra-estrutura e decidiu recorrer à banca. Os 241 mil euros terão servido para pagar esse empréstimo, e outras despesas de funcionamento, e o equipamento comunitário acabou por ser inaugurado em Janeiro de 2005.
Segundo o processo, foi em 2002 que tudo começou. Ou seja, a direcção da Boa-Hora terá dado permissão ao comerciante da Feira para que procedesse à retirada de areias num terreno florestal que tinha sido doado pela câmara local à instituição de Vagos. Resultado: uma duna desapareceu e as escavações foram feitas até ao nível freático num terreno situado em zona de Reserva Ecológica Nacional (REN) e Rede Natura 2000.
As contas também foram feitas: cada camião com areia rendia à associação cerca de 75 euros e o comerciante envolvido terá ganho 2,2 milhões de euros e dado, a título de donativos, os tais 241 mil euros para a construção do centro tão ansiado pela Boa-Hora. Apesar da estrutura ter sido inaugurada no início de 2005, a acusação dá nota da retirada de areia do terreno da associação entre 2002 e 2007 e lembra que a extracção continuou mesmo depois da instauração de processos de contra-ordenação e coimas. Em 2006, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro tinha já embargado a extracção de inertes autorizada pela Associação Boa-Hora.
O Ministério Público dá conta do desaparecimento de 351 mil metros cúbicos de areias, a defesa rebateu esse volume, durante o julgamento, anunciando a “venda” de 70 mil metros cúbicos. Contactado pelo PÚBLICO, Manuel Bogalho não quis prestar esclarecimentos sobre o assunto, lembrando que a sentença será hoje conhecida. No entanto, o dirigente e autarca admitiu, em audiência, que sabia das restrições ao uso do solo do terreno em causa, mas que se apoiou nos fundamentos jurídicos de um advogado. No julgamento, o comerciante de materiais de construção manteve-se em silêncio.
Na última sexta-feira, dia marcado para a leitura da sentença, o colectivo de juízes do Tribunal de Vagos pediu alguns dias para analisar o enquadramento do crime de Manuel Bogalho. A acusação de participação económica poderá ser substituída por abuso de poder.
Fonte - Público

domingo, 4 de abril de 2010

66 autarquias alvo de inspecção

Lisboa, Vila Franca de Xira, Amadora, Oliveira do Hospital, Santa Maria da Feira e Torres Vedras são alguns dos municípios que vão receber visita da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL). No total, serão fiscalizadas 66 autarquias e 12 freguesias até ao final deste ano.
O Plano de Inspecções para 2010 escolheu 66 autarquias para serem fiscalizadas, entre as quais a da capital, que já não recebe uma visita de inspectores desde 2002, apesar de ter estado nos últimos anos envolvida em processos polémicos, nomeadamente com empresas municipais como, por exemplo, a EPUL e a Gebalis.
Entretanto, já estão em curso inspecções em cerca de duas dezenas de municípios, entre os quais Torres Novas, Alter do Chão e Estarreja.
Além das autarquias, estão ainda previstas inspecções a 12 freguesias, onde se destacam Espinho, Rio de Mouro e Alcácer do Sal, entre outras.
Estas freguesias foram escolhidas tendo em conta "o risco objectivo de existência de ilegalidades, indiciado pela apresentação de queixas, denúncias e exposições", pode ler-se no Plano de Inspecções para 2010.
Segundo a Inspecção, as câmara municipais foram seleccionadas tendo em conta um critério cronológico, ou seja, são contempladas "as que há mais tempo não são inspeccionadas". Recorde-se que o inspector-geral garantiu, na sua carta de missão, "a realização de uma inspecção por mandato autárquico", ou seja, uma de quatro em quatro anos.
CRIATIVIDADE SEM PARALELO NO PRIVADO
A IGAL considera que as empresas municipais têm "uma criatividade que não tem paralelo no sector privado". Em Lisboa, por exemplo, diversas empresas municipais já se envolveram, nomeadamente na área urbanística. Apesar disso, a IGAL diz que não vai autonomizar as inspecções, antes as analisará no âmbito das fiscalizações nos municípios. O trabalho da IGAL passa por averiguar se as empresas municipais são ou não legais "ou se se destinam a fins ilícitos, a fazer passar bens públicos, imóveis ou capitais", para entidades privadas, se os seus dirigentes foram nomeados legalmente, se os seus salários (incluindo o uso de veículos, cartões de crédito, etc.) não excedem o permitido.

Artigo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Autarcas corruptos impedidos de ir a eleições

O Parlamento vai aprovar esta tarde um projecto de Lei do CDS/PP para que autarcas condenados em primeira instância por crime relacionado com o exercício das funções sejam obrigados à suspensão de funções e impedidos de se candidatem a novas eleições. A proposta deverá ser aprovada, já que também PSD e PCP defendem a medida, e a maioria socialista também já mostrou abertura para o debate de uma matéria que acabou por ficar “esquecida” na anterior legislatura. Se já estivesse em vigor, esta Lei teria impedido, por exemplo, a candidatura e vitória de Isaltino Morais em Oeiras nas últimas autárquicas, realizadas em Outubro do ano passado.
Na exposição de motivos do diploma apresentado pelos populares, parte de um extenso pacote de medidas anticorrupção (cinco projectos-lei e três projectos de resolução) que serão hoje discutidas e votadas no hemiciclo, lê-se que “está em causa a preservação da dignidade, isenção, independência e prestígio que são atinentes à função de autarca”. Outro projecto do CDS dirige-se também directamente aos detentores do poder local, que passam a ser obrigados a apresentar declaração de rendimentos. Isto “para que não se repita casos em que há omissões nas declarações com base em interpretações necessariamente parciais da lei, secundadas pela ineficácia fiscalizadora das instituições oficiais”.Também o Bloco de Esquerda quer legislar nesta matéria, propondo a criação de um portal na Internet para que sejam disponibilizadas ‘online’ todas as declarações de rendimentos entregues no Tribunal Constitucional e também uma lista dos titulares de cargos públicos que não cumpram com a entrega da declaração. O objectivo, nas palavras dos bloquistas, é melhorar "a transparência dos rendimentos dos titulares de cargos políticos e públicos".Aprovadas deverão ser igualmente a criação do “crime urbanístico”, aplicável quer a decisores políticos quer a decisores administrativos (incluindo funcionários), o aumento das penas e dos prazos de prescrição para os chamados “crimes de poder” e ainda a criação da figura do arrependido para a criminalidade organizada e de difícil investigação.
Artigo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ex-prefeito de Penedo é condenado por crime eleitoral

O ex-prefeito de Penedo, José Valério da Silva, conhecido como José Alves (que administrou o município na década de 90), foi condenado a um ano de reclusão por Corrupção Eleitoral Ativa. Além dele, também foram condenados os cabos eleitorais Francilene Lessa Paulo e Tereza Cristina de Souza. As penas foram suspensas condicionalmente e substituídas por dois anos de prestação de serviço à comunidade. Cópias do requerimento de execução de pena foram enviadas ao corregedor eleitoral de Alagoas, André Granja, e a procuradora regional eleitoral, Niedja Kaspary.De acordo com o promotor de Justiça da 13º Zona Eleitoral, Eládio Estrela, o esquema que envolvia o ex-prefeito foi desbaratado e denunciados no final de2002/2003. “Foram encontradas com os cabos eleitorais inúmeras relações de eleitores e valores a serem pagos e que se encontram no processo 358/2003 Corrupção Eleitoral Ativa na 13ª Zona Eleitoral em Penedo, os quais tinham como coordenador do esquema o ex-prefeito, e em seguida estabelecia a data para efetuar a compra do voto”, explicou.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MPF protocola 50 novas ações contra ex-gestores por corrupção

O Ministério Público Federal em Mato Grosso protocolou, nas últimas duas semanas, 50 novas ações pedindo o julgamento, a condenação de ex-prefeitos e outros gestores responsáveis e a devolução dos recursos federais aplicados irregularmente. Desde total de ações, 17 são ações penais (denúncias) e 33 são ações cíveis (por ato de improbidade administrativa). Algumas são de irregularidades cometidas desde 2002 em diversas cidades mato-grossenses.
Os procuradores da República em Cuiabá e Sinop, que atuam nos casos relacionados ao patrimônio público, intensificaram a análise das investigações que apuravam desvio ou má aplicação de recursos federais, principalmente pelas gestões das prefeituras dos municípios mato-grossenses.
As irregularidades foram descobertas, em sua maioria, em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União. Ao tomar ciência dos fatos, o MPF instaurou inquéritos civis públicos para investigar detalhadamente cada ocorrência. Em todos os casos analisados foram encontradas evidências de desvio ou má gestão de recursos públicos. Recursos que tinham uma única destinação: deveriam ser aplicados em obras sociais e de infraestrutura, na educação e saúde, para favorecer a população em várias cidades. Mas as investigações concluíram que não foi o que aconteceu. Os procuradores da República ajuizaram ações de improbidade administrativa e denúncias pedindo que a Justiça condene as pessoas envolvidas ao ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos e às demais penalidades previstas em lei.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Câmaras contra a corrupção

Mais de 500 entidades públicas portuguesas já entregaram os seus Planos de Prevenção da Corrupção. No distrito de Vila Real algumas autarquias, como por exemplo Vila Real e Sabrosa, ainda não concluíram o documento que deve reunir os riscos de corrupção e infracções conexas e as medidas adoptadas por cada organismo na sua prevenção

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

“Eu não vou fazer de polícia”

"Cada pessoa não pode ter atrás de si um polícia. Não é essa a solução para a corrupção." Quem o diz é Luís Barbosa, presidente da Comissão para a Promoção de Boas Práticas, criada pela Câmara de Lisboa em 2008, mas que ainda não está no activo.
Este grupo de trabalho nasceu na sequência da sindicância aos serviços de Urbanismo, sendo uma das bandeiras de António Costa na prevenção da corrupção. Apesar disso, só hoje o regime de funcionamento da comissão liderada por Luís Barbosa, também presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e ex-dirigente do CDS-PP, é sujeito à votação do executivo camarário.
"Os membros da comissão já foram nomeados [em Julho de 2009], mas há problemas vários: o regimento que ainda não foi aprovado, o problema da instalação, o pessoal que é necessário", disse ao CM Luís Barbosa, justificando desta forma o facto de a comissão ainda não estar a exercer funções, e remetendo mais esclarecimentos para a autarquia. Com uma versão distinta, fonte oficial da Câmara garantiu ao CM que a comissão "já tem levado trabalho para casa".
Contradições à parte, Luís Barbosa já tem a "chave" para a missão deste grupo de trabalho: "A corrupção tem sempre por detrás um problema da organização", disse. E garantiu: "Não vou fazer de polícia. Apenas farei recomendações."

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Maiores câmaras atrasadas na luta contra a corrupção

O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) garantiu já que a maioria dos municípios entregou os respectivos Planos de Prevenção de Riscos de Corrupção, mas a verdade é que a regra não foi seguida pelas maiores autarquias do País. À excepção da Câmara do Porto, que cumpriu o prazo de 31 de Dezembro imposto pelo organismo do Tribunal de Contas, os planos de prevenção de Lisboa, Sintra, Gaia, Coimbra e Faro, por exemplo, ainda não foram entregues, incluindo-se entre as mais de 200 entidades públicas que falharam esse objectivo. Segundo apurou o DN, várias autarquias solicitaram ao CPC mais tempo para "elaborar um plano mais meticuloso".
Apesar dos anunciados problemas de gestão da Gebalis e de problemas no chamado "Lisboagate", a Câmara de Lisboa é uma das que ainda não entregaram o plano. Contactado pelo DN, o gabinete do presidente António Costa explicou que a dimensão da câmara e o pouco tempo para a elaboração do plano fizeram o executivo solicitar um prazo mais longo ao TC.
Um pouco mais avançado está o município de Sintra, que já aprovou o plano em sessão camarária, mas ainda não o enviou para o CPC, em virtude de este ter de ser aprovado na Assembleia Municipal. A situação é idêntica à da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. A autarquia liderada por Luís Filipe Menezes não conseguiu ter a mesma celeridade da outra margem do Douro, mas aprovou o plano na última quarta-feira, devendo este chegar em breve ao CPC.
Já a Câmara Municipal de Coimbra ainda está, segundo explicou ao DN o presidente Carlos Encarnação, "à espera do plano, que está a ser executado por [um docente da Universidade de Coimbra] João Barbosa Melo". Em Faro, o autarca Macário Correia explicou que o plano está em fase de elaboração.
Apesar de o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, ter alertado para a "urgência" da elaboração destes planos, o apelo não foi, assim, suficiente para as autarquias cumprirem os prazos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Câmara de Fafe aprova medidas do plano anti-corrupção

A partir de agora, todos os actos que o município de Fafe executar estarão publicitados no site da autarquia. Esta é uma das medidas do Plano Anti-Corrupção que a Câmara de Fafe acaba de aprovar e que, doravante, irá reger a actividade dos serviços camarários.“Esta é uma medida através da qual se pretende conseguir uma maior transparência dos actos da câmara, ao nível da informação que passa a estar colocada na Internet”, avançou José Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Fafe.Para o responsável autárquico “esta é uma forma de aumentar também a publicitação dos actos da câmara, passando a estar explicitados no respectivo site, podendo ser consultados por quem quiser”.A autarquia fafense já aderiu também ao ‘Simplex autárquico’, estando, neste momento, os serviços a proceder à conclusão da instalação do mesmo.Mais uma medida que, no entendimento de José Ribeiro, irá permitir a diminuição da burocracia, uma vez que os regulamentos, processos e requerimentos passarão a estar disponíveis aos munícipes on-line no site da autarquia.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Presidente da Académica julgado por corrupção em Abril

O presidente da Académica, José Eduardo Simões, vai ser julgado na última quinzena de Abril na vara mista do Tribunal de Coimbra, disse o seu advogado, Rodrigo Santiago.
"A juíza telefonou-me hoje e foram agendados três dias completos para a semana entre 19 e 23 de Abril e mais três dias para a semana seguinte, entre 26 e 30", referiu o causídico.
O presidente da Académica é acusado neste primeiro processo em julgamento em Abril de quatro crimes de corrupção passiva por acto lícito e quatro crimes de corrupção passiva por acto ilícito, cuja moldura penal poderá ir de um a oito anos de prisão.
Está ainda a decorrer outro processo independente do anterior contra o dirigente da "Briosa", do qual é acusado de mais dois crimes e recentemente outro ligado a outro complexo imobiliário construído na freguesia dos Olivais.
José Eduardo Simões, enquanto era director do urbanismo de Câmara Municipal de Coimbra, entre 2002 e 2005, foi indiciado de ter beneficiado alguns elementos ligados ao ramo imobiliário com a aprovação de licenças de construção em troca de donativos para a Académica.
Na viatura do dirigente foram encontrados vários envelopes com uma quantia elevada em dinheiro que o mesmo alegou que se destinavam a pagamentos dos jogadores do plantel academista.

Ex-autarca da Madeira acusado de corrupção e burla ouve hoje sentença

Este é o segundo julgamento para o ex-autarca social-democrata daquela localidade, na zona oeste da ilha da Madeira, que começou em Outubro, constando da acusação os crimes de burla qualificada, corrupção, num caso que envolve alegados recebimentos ilícitos de verbas para viabilizar o licenciamento de um bloco de apartamentos naquele concelho.Além do ex-presidente do município, são arguidos um ex-deputado do PSD na Assembleia Regional, um responsável da autarquia da Ponta do Sol, um consultor financeiro e um empreiteiro que são acusados como co-autores de crime de corrupção activa.António Lobo está a cumprir presentemente pena na prisão de Sintra, na sequência de um julgamento também no tribunal da Ponta do Sol em 2007, altura em que foi acusado de onze crimes, tendo acabado por ser condenado apenas por dois a seis anos de prisão por ter recebido pagamentos para aprovar licenciamentos de obras particulares naquele concelho. António Lobo foi presidente desta câmara entre Novembro de 1987 e Julho de 2005, eleito nas listas do PSDMadeira, tendo renunciado ao cargo quando foi detido pela primeira vez.Esteve em prisão preventiva entre 11 de Outubro de 2004 e 01 de Fevereiro de 2006, passou depois para o regime de prisão domiciliária até ao início do primeiro julgamento, altura em que o juiz resolveu aplicar-lhe termo de identidade e residência, proibindo-o de ausentar-se da região.Foi então condenado a seis anos de prisão, pena que está a cumprir no continente, tendo regressado à Madeira para este segundo julgamento.António Lobo é o segundo autarca madeirense a ser condenado a prisão pela prática de ilícitos cometidos durante o exercício do mandato de presidente de câmara municipal. O primeiro caso foi o presidente da Câmara de Santa Cruz, Luís Gabriel que já cumpriu a pena no Estabelecimento Prisional do Funchal.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Maioria dos municípios já entregou Planos de Prevenção

A maioria dos municípios respeitou o prazo e já entregou ao Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) os respectivos Planos de Prevenção de Riscos de Corrupção, disse fonte oficial do Tribunal de Contas (TC)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Condeixa aprova plano

Reunião do executivo aprovou também tarifário especial de recolha e tratamento de águas residuais para grandes consumidores
Na última reunião do ano do executivo municipal de Condeixa-a-Nova foi aprovado um plano contra a corrupção. O Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas, assim se chama, foi aprovado por unanimidade, respondendo assim a uma recomendação do Conselho de Prevenção de Corrupção. Em causa está, segundo nota da autarquia liderada por Jorge Bento, um documento que «equaciona determinados riscos naturalmente associados à gestão de dinheiros públicos e descreve um conjunto de procedimentos, regras e boas práticas com vista a uma gestão clara e transparente das entidades públicas».

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Câmara de Nisa previne a corrupção

A Câmara Municipal de Nisa aprovou Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas do Município, dando cumprimento a uma recomendação do Conselho de Prevenção de Corrupção (CPC) no sentido das entidades gestoras de dinheiros públicos deverem elaborar a aprovar até final do ano os seus planos de risco.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Empresa denunciou corrupção depois de vencer concurso da Câmara do Porto

A Eyssa-Tesis - Tecnologia de Sistemas Electrónicos denunciou a alegada tentativa de corrupção por parte de um chefe de divisão da Câmara do Porto - apanhado em flagrante na passada sexta-feira pela Polícia Judiciária - depois de ter vencido o concurso público internacional lançado em Julho pela autarquia para a manutenção e expansão do Sistema de Gestão de Tráfego da cidade. Aliás, a empresa foi a única candidata. O contrato foi adjudicado à Eyssa-Tesis no passado dia 22 de Setembro, mais de um mês antes da detenção do engenheiro e quase três semanas antes de a empresa se queixar ao presidente da câmara, Rui Rio, e de este denunciar o caso à PJ.
Fica assim por esclarecer se o chefe da Divisão Municipal de Intervenção na Via Pública foi apanhado a cobrar dos responsáveis da Eyssa-Tesis os mais de 300 mil euros que teria pedido para os beneficiar no concurso, ou se o que estava em causa era outra promessa relacionada com este contrato. O PÚBLICO contactou a assessora de imprensa da Câmara do Porto, Florbela Guedes, que não adiantou se o concurso em causa será anulado e se recusou a dar mais pormenores sobre o caso. O ex-vereador Lino Ferreira, que sugeriu o procedimento concursal, confirmou que a adjudicação foi aprovada em reunião de câmara a 22 de Setembro juntamente com a minuta do contrato. "A responsabilidade de assinar o documento foi delegada no director municipal da via pública, mas não sei se isso já aconteceu", completou. Lino Ferreira admitiu que estranhou o facto de só a Eyssa-Tesis ter concorrido. "Achámos estranho não haver mais candidatos", afirmou Lino Ferreira, que tentou perceber o porquê dessa situação. "O que me disseram foi que havia poucas empresas a oferecer este tipo de serviços e que esta sociedade, como já tinha desenvolvido o software, obrigaria as outras a compatibilizar os seus sistemas, o que significaria um acréscimo de valor incomportável", justifica o ex-vereador. Lino Ferreira diz ter ficado sossegado com a explicação dada pelos especialistas: "Não tive indícios de que o concurso pudesse estar viciado. Pelo que sei, a empresa não sabia que era a única candidata, já que baixou os preços que praticava antes". Lino Ferreira não nega que defendeu o concurso para afastar a ideia de que a Eyssa-Tesis, sociedade que integra o grupo espanhol Etra, era "protegida" pela autarquia. "Há muitos, muitos anos que esta empresa trabalhava com a câmara, sendo os seus contratos sistematicamente prorrogados. Acredito que, de vez em quando, devemos ouvir o mercado e, por isso, sugeri o concurso", explica. Só este ano, a Câmara do Porto fez 11 ajustes directos à Eyssa-Tesis num valor global de quase 1,1 milhões. Lino Ferreira diz que a maioria dos ajustes foram feitos na sequência de acidentes de viação que implicaram estragos em semáforos, situação não abrangida pelo contrato que a autarquia mantinha com a empresa e que passa a ser contemplada.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Autarquias: rotatividade de fiscais vai prevenir corrupção

O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) elaboraram «plano-tipo» de prevenção da corrupção e de outros ilícitos nas câmaras, refere o jornal Público esta sexta-feira.
Promover a rotatividade de técnicos e funcionários em funções de fiscalização, criar gestores de procedimento que supervisionem os processos na área do urbanismo e controlar de forma mais apertada a acumulação de funções privadas e públicas por parte de funcionários autárquicos são algumas das recomendações que integram o plano de prevenção da corrupção, elaborado em conjunto pelo CPC e a ANMP.
O objectivo da ANMP é que as câmaras se baseiem neste plano-tipo «para que, até ao final do ano, possam criar os seus próprios planos de prevenção da corrupção», refere o jornal diário.
Este trabalho, conta ainda o rotativo, resulta de uma recomendação aprovada em 2008 pelo Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), entidade independente que funciona junto do Tribunal de Contas, que defendia a criação de planos de gestão de riscos de corrupção por todas as estruturas públicas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Câmaras devem adoptar planos anti-corrupção até ao final do ano

As câmaras municipais deverão adoptar até ao final do corrente ano um plano de prevenção dos riscos de gestão, incluindo os de corrupção, revelou hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).Em colaboração com o Tribunal de Contas, a ANMP elaborou um “Plano-Tipo”, que cada município adoptará e adaptará de acordo com as suas realidades diferenciadas, e que deverá ser posto em prática após a entrada em funções dos executivos saídos das últimas eleições autárquicas.“Somos pioneiros a dar estes passos”, declarou à agência Lusa o presidente do conselho directivo da ANMP, Fernando Ruas, acrescentando que nesse “Plano-Tipo” foram identificadas as cinco áreas mais sensíveis, as que poderão gerar mais riscos, que são a contratação pública, concessão de benefícios, recursos humanos, gestão financeira e urbanismo.De acordo com o dirigente, igualmente presidente da Câmara de Viseu, que conta pôr em prática o plano a partir do próximo mês, com estas medidas os municípios dão um “sinal de protagonismo, e mostram que estão claramente na liderança” destas questões, que “são transversais às sociedades e aos Estados”.“O ‘Plano-Tipo’ é um documento que equaciona determinados riscos naturalmente associados à gestão. Nele poderão ser ainda encontrados um conjunto de procedimentos, regras e boas práticas que seguramente contribuirão para uma gestão clara e transparente das entidades públicas”, refere uma nota de imprensa da ANMP.Por cada departamento municipal, e tendo em conta as cinco áreas, são identificados os responsáveis e os potenciais riscos, e indicadas boas práticas e procedimentos para as prevenir, explicou o autarca.Dando alguns exemplos, Fernando Ruas revela que na área do urbanismo se considera importante nomear um “gestor de procedimentos”, ou a rotatividade das funções de fiscalização. Nos recursos humanos a não intervenção nos procedimentos de selecção e avaliação de pessoal de pessoas com relação de proximidade.Anualmente cada município elaborará um relatório sobre a forma como está a decorrer este plano anti-corrupção e de prevenção dos riscos associados à gestão.Trata-se de uma exigência que decorre da entrada em funcionamento do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), criado pela Lei n.º 54/2008, de 4 de Setembro, que aprovou uma Recomendação sobre “Planos de gestão de riscos de corrupção e infracções conexas”, nos termos da qual as entidades públicas devem elaborar e aprovar os seus planos de gestão de riscos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Os autarcas são cada vez mais reféns dos construtores

«As preocupações sobre a qualidade do urbanismo das cidades em que vivemos estão nos discursos e nas críticas de todos os candidatos às eleições autárquicas. Seja no litoral, seja no interior, mais nas áreas metropolitanas e menos nas cidades com menor pressão demográfica, há problemas que se repetem, e que levam o rótulo de caos e desordenamento urbanístico.
"Entre baldios urbanos e urbanizações sem qualquer racionalidade que não seja a de construir o máximo possível, mais ainda o máximo negociado com os serviços técnicos das autarquias, o território continua a sofrer todo o tipo possível de agressões", sintetiza ao PÚBLICO Mário Moutinho, reitor da Universidade Lusófona, e investigador do Tercud - Centro de Estudos do Território, Cultura e Desenvolvimento. Para Pedro Bingre, docente na Escola Superior Agrária de Coimbra e mestre em Planeamento Regional e Urbano, este problema está generalizado em todo o país. Só as pequenas vilas e pequenas cidades do interior "onde o urbanismo ainda é interessante justamente porque nas últimas décadas poucas urbanizações novas se fizeram mediante loteamentos privados" poderão escapar a esta pesada sentença: a de que, apesar dos bons arquitectos, engenheiros e até planeadores que existem em Portugal, o que se constrói continua a ser feio e desqualificado. Também Mário Moutinho considera que "não existem espaços urbanos recentes que possam servir de referência para técnicos, construtores ou mesmo para as pessoas em geral". É esta falta de referências que acaba por prejudicar os consumidores, já que "basta uma promessa de jardim sempre adiada para tomar a decisão de compra". O reitor da Lusófona repara que encontramos nas cidades "condomínios da maior qualidade arquitectónica em áreas verdadeiramente degradadas, sem acessibilidades adequadas, sem infra-estruturas devidamente planeadas". Estes discursos algo pessimistas esbarram com o entendimento de que existem bons exemplos, sobretudo nos esforços que foram feitos para requalificar os centros das cidades, através de iniciativas como o Polis. Guimarães e Évora são um exemplos interessante, mas sobra, depois, a amnésia do que é feito na restante cidade, como refere o geógrafo Álvaro Domingues (ver entrevista ao lado).
Estas "aberrações" urbanas de grandes edifícios plantados junto de construções antigas, ou de urbanizações encaixadas junto de leitos dos rios, ou no que já foram bosques, têm quase sempre cobertura legal. Como diz Mário Moutinho, o facto de as novas urbanizações terem por base o cadastro rural, transformado à pressa em urbano, não assegurou o entendimento do território como algo de contínuo. "Cada caso acaba nos limites do terreno urbanizado. Neste contexto é difícil assegurar uma gestão urbanística consistente", afirma. Pedro Bingre diz que os próprios autarcas ficam reféns dos loteadores - "se eles próprios não estiverem envolvidos nisso, já que também há suspeitas de casos, como no Marco de Canaveses, de um autarca ter comprado, reclassificado e loteado várias quintas". E havendo expectativas de construção num determinado momento, entram em campo os famosos direitos adquiridos, que justificam a polémica que há oito anos anima o combate político no Porto, em relação às construções no Parque da Cidade. "Os direitos adquiridos ao longo de várias gerações de municipalismo "privado e criativo" criaram uma rede de compromissos relativamente aos quais nenhum Governo teve a coragem de pôr cobro", repara Mário Moutinho. Para Bingre, "as cidades são o rosto físico de uma cultura" e o rosto urbano português foi vendido e dessacralizado. Aqui.

sábado, 19 de setembro de 2009

Municípios criam boas práticas contra corrupção

Planos nos organismos públicos devem apostar na identificação de riscos.
A Associação de Municípios lidera os pedidos de ajuda ao conselho de prevenção da corrupção para a elaboração de planos de risco. O resultado é a criação de um manual de boas práticas que facilite a implementação dos planos.
A pouco mais de um mês do fim do prazo, chegaram ao Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) não mais de cinco planos de prevenção de risco da corrupção nos organismos públicos. O primeiro é do ministério da Administração Interna e o segundo da empresa municipal Habévora, gestora de habitação social.
O secretário-geral do CPC não desanima e espera até ao final de Outubro receber oito centenas de planos, número igual ao das entidades que responderam ao questionário sobre corrupção lançado pelo CPC em Março passado.
"É um processo imparável. No futuro todos os gestores públicos deverão ter planos de prevenção de risco da corrupção e má gestão", declarou José Tavares ao JN, assegurando que "o acolhimento tem sido fantástico".
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